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sábado, abril 15, 2006

O papel dos manuais escolares

Há muito que os manuais escolares entraram no anedotário nacional pela indigência do seu conteúdo. Desde a reprodução de textos de telenovelas, em prejuízo de escritores consagrados, até aos erros clamorosos sobre acontecimentos e figuras históricas, os mais improváveis disparates têm sido editados com a chancela de “manual escolar”.

Tudo isto em nome de uma autonomia à rédea solta, como se os nossos filhos tivessem de ser cobaias da ignorância de qualquer mestrando que não presta contas a ninguém.

Por isso, como felizmente tem acontecido relativamente a outras matérias, esteve muito bem o Ministério da Educação em definir normas para garantir a qualidade dos manuais escolares, fazendo-os aprovar por gente de mérito reconhecido.

Os Pais e os professores aplaudiram a medida, mas era de esperar a oposição dos editores que classificam de estalinista a política do Ministério da Educação.
Para além de ridícula, a contestação não disfarça a única preocupação da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros: vender papel, sem atender ao conteúdo.

1 comentário:

  1. Coitado do Estaline que tem sido desculpa para muita hipocrisia!
    Ele poderia ter sido um odioso criminoso, mas estúpido não foi, seguramente.

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