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sábado, fevereiro 19, 2011

Pingo Doce, o partido que faltava

Os ataques de Alexandre Soares dos Santos ao primeiro-ministro são próprios de um líder da oposição e não do responsável de um grande grupo económico.
Não é a primeira vez que, em Portugal, os senhores do capital se arrogam atitudes de líderes políticos. É certo que somos um país pequeno, mas isso não justifica que os donos de impérios como o Pingo Doce ou o Continente se comportem como se vivessem numa república de bananas.
Ávida das receitas de publicidade dos respectivos grupos, a comunicação social apaparica-os, sem se dar conta que tais comportamentos carecem de legitimidade democrática.
Em democracia, a acção política é levada a cabo por quem foi eleito e só o voto confere essa legitimidade. Se Alexandre Soares dos Santos, ou Belmiro de Azevedo, querem intervir como líderes políticos, vão a votos.

6 comentários:

  1. É o capitalismo no seu melhor, Amigo...
    Para eles a Política tem os limites das suas carteiras. Nem mais, nem menos.

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  2. Dei ao caso uma forma diferente aqui:http://puxapalavra.blogspot.com/2011/02/coligacao-vista.html
    Mas esta está bem apanhada

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  3. Sócrates é acusado de submissão aos grupos economicos.A ser verdade,esta gente,é mal agradecida. As palavras do ordinario merceeiro da jeronimo Martins e do Velhinho da Sonae,demonstram claras divergências com o seu patrono. A somar a esta gente temos a TVI,a SIC e a insuspeita Rtp.Dos jornais não falo,sou lá lá funcionário.

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  4. De vez em quando escorrega-lhes o pé para o chinelo.
    E vai daí, a matilha atira-se, não ao mais forte , mas ao que eles pensam estar fragilizado.
    E esta confusão entre uma eventual fragilização do Governo, ou de Sócrates, e não do País face aos seus credores, constitui um estrabismo político difícil de aceitar...
    Sobre o caso do merceeiro SS, um dia a Polónia vai perceber toda a dimensão da tragédia da chamada grande distribuição...e das suas consequências na produção nacional, no sub-emprego, no desaparecimento de milhares de pequenos empresários e no completo esmagamento de margens de lucro de toda a cadeia de distribuição.

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  5. É por esta e por outras que me abasteço no Mercadona, ou no Eroski, em Ayamonte.

    Não suporto as grosserias dos merceeiros Soares dos Santos e Belmiro.

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