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quinta-feira, janeiro 29, 2015

A importância de se chamar Ernesto


Os pivôs da direita continuam a remoer a vitória do Syriza.
"Alexis Tsipras não merece respeito" (Henrique Raposo) , ou "A perigosa deriva russa de Tsipras" (Ricardo Costa) são dois exemplos da incomodidade de jornalistas engajados que fazem das páginas do expresso uma tribuna ideológica.

O escândalo de Ricardo Costa por o Syriza acolher as ofertas da Rússia é um rato escondido com o rabo de fora. Se da U.E. só ouvem ameaças, para onde queria que se virassem? Para Portugal, cujo governo é mais merkeliano do que o alemão? Claro que os gregos se voltaram para onde doía mais à União Europeia.

A Henrique Raposo, por seu lado, incomoda-o que o filho do líder do Syriza se chame Ernesto, numa suposta homenagem a Che Guevara. 
Em 1965, conheci na tropa um militar chamado Lenine. Embora o 25 de Abril ainda viesse longe, não me lembro de que tivesse sido incomodado pelos esbirros de então.
Agora até com os nomes implicam.




2 comentários:

  1. Piores, muito piores que os bandalhos que desgovernam o país, são estes escrevinhadores que se arrastam, de joelhos, atrás daqueles que lhes atiram com umas migalhas, de vez em quando.
    Enquanto que aos primeiros podemos, se o quisermos, correr com eles para o caixote do lixo, aos outros teremos que os suportar, se formos, masoquistas, enquanto servirem os poderes estabelecidos.
    É por isso que eles se viram taõ arrogantemente contra o Syriza ou contra o povo grego.
    Há, relamente, uma enorme diferença entre o povo grego e o povo português. Enquanto nós vivemos com a cabeça enterrada na areia à espera que os bandalhos olhem por nós, os gregos são um povo de barba rija, capaz de mandar à merda aqueles que os exploram.

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  2. Abraham Studebaker01/02/15, 08:53

    Quem compra,ainda,o Expresso? Não vêem o meu dinheiro há anos. Propaganda de direita entra-nos pela nossa casa dentro,grátis,às toneladas... Que vão abrir vala à pá e pica!

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