quinta-feira, março 28, 2013

A falar é que a gente se entende


Num pais "onde a cobardia é aconselhada logo a partir do berço", não admira que apareçam petições a tentar impedir alguém de se defender. Foram mais de cem mil os censores que queriam proibir José Sócrates de falar. Porém, havia muito mais gente a querer ouvi-lo, porque a sua entrevista à RTP foi o programa mais visto e, pela noite dentro, todas as televisões se entretiveram com as sobras.

Era de prever que os jornalistas arrelvados para o entrevistar o tentassem torpedear. Desde os prefácios rancorosos, aos boatos inventados pelo correio da manha, até à novela das PPPs, a tudo respondeu, refutando as opiniões dos comentadores situacionistas e apontando alternativas à tragédia que nos vêm impondo, sempre com a frontalidade de quem não tem nada a temer, a não ser a cobardia dos que o acusam.

Em Belém terão ficado com as orelhas a arder, mas, se a idade já não perdoa a Mário Soares, que haja alguém que não se agache perante os lobis do BPN e da coelha, e de quem os protegeu.

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