quinta-feira, junho 22, 2017

Não havia necessidade...

Como há alguns dias aqui referimos, ainda não estava decidido em que país ficaria a Agência Europeia do Medicamento. Os candidatos eram mais de vinte, não havendo indícios de que Portugal fosse favorito. 
A discussão sobre se devia candidatar-se Lisboa ou o Porto pareceu por isso extemporânea. 
Segundo noticia o Expresso, as duas agências em questão já têm destino: a do Medicamento fica em Lille, a Autoridade  Bancária  em Frankfurt. 
A questiúncula  entre Lisboa e Porto, foi mais uma demonstração do nosso provincianismo.  

quarta-feira, junho 21, 2017

O avião que caiu à tarde, mas à noite não

Ontem a queda de um avião que combatia os incêndios na área de Pedrogao Grande foi notícia em tudo quanto é comunicação social.
Hoje as páginas que ontem garantiam a queda do avião estão a desaparecer da internet, o que atesta  infiabilidade da nossa imprensa que se apressa a apagar as provas dos seus erros.
De facto não caiu nenhum avião de combate a incêndios. O que caiu ainda mais foi a comunicação  social maria-vai-com-as-outras, que reproduz boatos desta gravidade sem qualquer confirmação.
A preguiça gera incompetência.

terça-feira, junho 20, 2017

Oportunismo incendiario

O fumo dos incêndios ainda paira no ar, mas alguns políticos e meios de comunicação não se contentam com as vítimas do fogo, querem mais.

Todos sabemos que mais de 90% da florestas pertence a privados que pouco Investem para as proteger do fogo. Há quem diga que as culpadas são as fábricas de celulose que incentivam a propagação do pinho e do eucalipto.

Vendo as imagens do que se passou na estrada onde morreram a maior parte das vítimas, não se percebe muito bem que, numa zona onde os incêndios regressam regularmente, a floresta comece na berma da estrada. Se fosse criada uma zona livre de floresta ao longo das estradas, não resolveria todos os problemas, mas a amorfia que dura há décadas não resolve nada.

Atirar culpas para quem conjunturalmente nos governa, sem avançar com propostas de solução não adianta nada. Reforçar os meios de combate também não evita os fogos, embora não se possam descurar.
O ordenamento da floresta torna-se imperioso, mas isso passa por convencer meio milhão de proprietários...

segunda-feira, junho 19, 2017

Os culpados de Pedrogão Grande

Quando ocorre um assalto ou um furto numa aldeia remota, é vulgar ouvir declarações dos habitantes locais culpando estranhos de passagem.
Pontualmente podem ter razão. Porém, nos casos que se conseguem averiguar, quase sempre se conclui que os criminosos são vizinhos ou conhecidos.
Com os incêndios florestais sucede, mutatis mutandis, o mesmo: quando não advêm de causas naturais, a origem e a sua incontrolável propagação têm muito a ver com a responsabilidade cívica que,  ao contrário de outras, é uma característica de que não nos podemos orgulhar.
A melhoria da educação escolar, não tem tido correspondência na educação cívica e é pena, porque é a evolução cívica que provoca o desenvolvimento civilizacional.
Todos lamentamos as vitimas de Pedrogao Grande, mas não podemos ficar por aqui.
Os canais televisivos que andam a vasculhar os locais do incêndio na ânsia de encontrar um culpado, são  dos principais responsáveis pelo nosso atraso cívico...

sábado, junho 17, 2017

Admirável!

É o mínimo que se pode de dizer da coragem e da visão estratégica do ministro das finanças, Mário Centeno. 
Contra a opinião dos que têm voz na Europa, num ano reverteu a politica desastrosa herdada do anterior governo, reduziu o deficit, pôs a economia e o emprego a crescer e provou que havia alternativa à cartilha da austeridade que a generalidade dos comentadores ditos economistas adoptou e impôs  ao país durante o malfadado governo de Passos Coelho. 
Provou não só isso, como provou também que a alternativa que seguiu é de longe melhor para o país e para o povo, contrariamente aos maus agoiros dos radicais internos e externos, vendidos aos interesses financeiros que apostam na desvalorização do trabalho em beneficio do capital.
A saída do procedimento por deficit excessivo é mais uma conquista dum governo que teve de enfrentar a desconfiança externa e uma oposição interna que nunca aceitou esta solução governativa, não hesitando em pressionar os aliados estrangeiros contra o governo de Portugal, uma conduta que raiou as fronteiras da traição.


Políticos como Centeno é o que Portugal precisa. De animadores de feira estamos fartos.   



  

sexta-feira, junho 16, 2017

Sentados no trono

A propósito da localização da Agência Europeia do Medicamento, convém lembrar que ainda não está garantido que Portugal seja o país escolhido. Por enquanto estamos na fase das candidaturas.

Tanto quanto se sabe, Lisboa foi a localização votada por unanimidade no parlamento, mas parece que entretanto alguns partidos esqueceram-se do que tinham votado...
Terá sido criada uma comissão que reforçou a escolha de Lisboa.
Tudo parecia pacifico. Porém, como vem sendo hábito quando cheira a investimento na capital, o Porto reivindicou a localização, tentando apanhar um comboio já em andamento. Coimbra e Braga, seguiram o exemplo e também reivindicam a localização da agência nas respectivas cidades. Se a novela continuar, talvez Faro, Beja, Evora,  Santarém, Castelo Branco, Viseu e Vila Real - para só referir as outras cidades capitais das províncias que vigoraram entre 1936 e 1976 - venham a arranjar argumentos para se candidatarem...

Um dos argumentos comuns a Porto, Coimbra e Braga, é a falta de informação sobre os requisitos do concurso, e não terem sido contactados pelas entidades envolvidas no processo.
Poderão ter as suas razões. No entanto, além  das reclamações tardias, desconhecem-se  outras diligências destes municípios  para atingir os objectivos que pretendem.
Reclamar será legítimo, mas o trabalho de casa é essencial, ou estarão confiados nas cunhas?

Em tempo: Ainda a tinta deste post estava fresca, quando uma vizinha me alertou para uma candidatura, esta sim, com pernas para andar, aqui mesmo em  frente, no Ginjal. Sítio com melhor vista não há e ninguém duvida da justiça do investimento...

segunda-feira, junho 12, 2017

A vergonha

Passos Coelho sempre teve o mesmo programa político: tirar aos pobres para dar aos ricos, aos trabalhadores para dar aos patrões e ao estado para entregar a quem calhou. 
Quando acabou a sua governação, a maioria dos portugueses estava muito mais pobre e o estado perdera a EDP, a REN, os CTT, a ANA e a TAP. 
Peço desculpa se alguma privatização me escapou, mas estes exemplos são suficientes para calcular a dimensão do esbulho e do prejuízo causado pelo governo de Passos Coelho ao país. Tirando a TAP, cuja privatização o actual governo do PS reduziu para menos de 50%, todas as outras empresas  eram rentáveis e davam dividendos ao estado. Agora dão aos chineses (EDP e REN), franceses (ANA) e outros accionistas.

Vem isto a propósito das declarações de Passos criticando a nomeação de um administrador para a TAP, empresa que vendeu na véspera de deixar o governo, quando já tinha perdido as eleições que deram a vitória aos partidos de esquerda e tinha sido demitido. Que falta de vergonha!


domingo, junho 11, 2017

O homem que queria ser primero-ministro

Chegou a escrever um livro onde expressou o que faria se fosse primeiro-ministro. Não o li, mas não me admiraria se tivesse servido de inspiração a Passos Coelho. Numa gala da SIC, houve  quem lhe chamasse primeiro-ministro mas, por enquanto, limita-se a entrevistá-los. 
Tudo depende da cor do entrevistado: se a cor for a mesma do entrevistador, a entrevista é um laudatório; se não for, é um combate corpo a corpo. No "jornalismo" do José Gomes Ferreira não há meias tintas: ou são por ele ou contra ele.
Parece que recentemente "entrevistou" António Costa. Escrevi parece porque há muito que não tenho paciência para assistir aos programas militantes deste falso jornalista. Porém, pelos ecos  que me chegam,  António Costa  conseguiu sobreviver aos ataques do minorca que terá tentado atribuir ao governo passista os méritos da actual governação. A voz do dono voltou a fazer-se ouvir.

sexta-feira, junho 09, 2017

Ir por lã e volver tosquiado

Theresa May tinha maioria no parlamento, mas queria uma maioria maior e convocou eleições na esperança de a conseguir.
As contas saíram furadas: perdeu a maioria e arrisca a liderança do partido e do governo. 
O estilo Thatcher está fora de moda e o Brexit ameaça transformar-se num Bresink...

quarta-feira, junho 07, 2017

Privilegiados

Nem todos os funcionários públicos são privilegiados, mas algumas corporações são.
Quando os magistrados do ministério público e os juízes ameaçam fazer greve, o país faz um sorriso amarelo.
Nem vale a pena falar do descrédito a que chegou a justiça, onde a produtividade, mesmo sem greves, é o que se sabe.
Pode haver quem pense e defenda que é legítimo estas classes profissionais reivindicarem mais regalias, além das que já têm.
Mas o que o país recebe em troca dos privilégios que lhes concede, está aquém do expectável e bem longe do exigível.
As greves anunciadas em nada contribuem para a melhoria e o prestígio da justiça.

Quanto à greve dos professores marcada para dia de exames, põe em causa a responsabilidade dos docentes da escola pública pelos seus alunos. 

segunda-feira, junho 05, 2017

Make América smaller

Acontece muito: Uma coisa são as promessas eleitorais, outra bem diferente é o que acontece quando se abocanha o pote ("vocês sabem do que estou a falar... ") 
Com Trump está à acontecer o mesmo: prometeu fazer a América maior (make América greater), mas as decisões que toma vão no sentido inverso. 
Ao renunciar ao Acordo de Paris, o presidente juntou os Estados Unidos da América à Síria e à Nicarágua na luta pela destruição do planeta. Ao mesmo tempo deixa caminho livre à China para liderar mais de centena e meia de países que estão do outro lado da barricada, defendendo o planeta Terra. 
Se isto não é fazer a América mais pequena, então a lógica é uma batata podre...

sexta-feira, junho 02, 2017

A revolta dos Estados

Palavra que me apeteceu escrever "a revolta dos escravos", mas creio que o conservadorismo de Trump não chega ao ponto de tentar repor a escravatura... 
No entanto, as reacções ao absurdo abandono do acordo de Paris, deviam fazê-lo pensar duas vezes. 
A decisão de alguns estados americanos de manterem as políticas conformes ao acordo de Paris pode esvaziar o gesto  de Trump e criar  dificuldades às iniciativas xenófobas do presidente. 

O arrivismo oportunista de Trump pode ter sido útil para o fazer rico, mas não é certamente uma qualidade que ajude um presidente a ficar na história por boas razões. 

segunda-feira, maio 29, 2017

Suspiros do Diabo

O Diabo prometido por Passos Coelho para setembro do ano passado não se concretizou, mas há por aí gente que não para de suspirar por ele.
Todos conhecemos a novela que se criou à volta de uns emails que o anterior presidente da Caixa Geral de Depósitos fez chegar aos amigos para justificar a sua injustificável e desleal atitude para com ministro das finanças. Tal desconchavo foi utilizado pela direita caceteira para tentar derrubar Mário Centeno. Até o presidente da república, tido como não caceteiro, se deixou ir na onda, provavelmente a mesma que o levou a dar os parabéns a Passos Coelho pelo fim do procedimento por deficit excessivo...
Que a direita há muito se vendeu ao diabo não restam dúvidas, pois doutra forma não se entende que de cada vez que passa pelo poder faz sofrer os mais pobres em benefício dos mais ricos e, quando esse poder se eterniza - como aconteceu no Estado Novo -, só uma minoria privilegiada escapa à pobreza.

Actualmente vivemos um período de relativo progresso sócio-económico, mas as tentativas de assassinato de Mário  Centeno - que juntamente com o primeiro ministro é o principal responsável pelas políticas que determinaram melhoria da situação do país -, são processos demoníacos para infernizar a vida das pessoas.

domingo, maio 28, 2017

As cotoveladas de Trump

No seu périplo pelo médio oriente e pela Europa, Trump não deixou os seus créditos por mãos alheias. Na Arábia Saudta fez uma venda de  cem mil milhões de dólares em armamento, nao se sabendo quanto desse armamento acabará em "boas mãos".
Negócio é negócio e Trump é um homem de negócios...

Depois, talvez para se desculpar da primazia dada aos sauditas, cobriu a cabeça com um quepi judaico e foi justificar-se ao muro das lamentações em Jerusalém.

Aproveitando o elan religioso, deu um salto a Roma para ver o papa, mas  nem um ligeiro sorriso conseguiu do bem humorado Francisco que os reservou para a Melania e a Ivanka...

A seguir aterrou em Bruxelas, onde abriu caminho à cotovelada entre os aliados da NATO e aproveitou para dizer mal dos alemães, que recusam comprar as banheiras americanas, mas enchem os Estados Unidos de Porches, Mercedes, Audis e BMWs...

Por fim parou na Sicília para se despedir e dizer aos comparsas do G7 que o ambiente era coisa de totós...

sexta-feira, maio 26, 2017

greves

A greve é um direito, ponto.
Mas a facilidade (impunidade?) com que se marcam greves na função pública quando compara com o que se passa no sector privado - deixa o país desconfiado.   
O próprio "sindicalismo público" é, em alguns casos, um autêntico atentado ao sindicalismo. O caso dos sindicatos da PSP  - quinze sindicatos,   2740 dirigentes e delegados e 32 mil dias de dispensas gozadas num ano - pode ser um mau exemplo, mas não deixa de dar uma imagem dos abusos a que se deixou chegar o "sindicalismo público" português.
O facto de a lei proteger melhor os trabalhadores da função publica do que os trabalhadores do sector privado, não deve ser oportunisticamente aproveitado pelos dirigentes sindicais, sob pena de abrir caminho ao regresso da austeridade. 
O populismo sindical é tão mau como qualquer outro populismo.



Nao se meta nisso!

Depois de Schäuble ter trocado o nome de Mário Centeno por "Cristiano Ronaldo do Eurogrupo" - o que, vindo de quem vem, só pode ser humor alemão e sabemos como ele é... - há quem pense que o nosso ministro das finanças vai ser o próximo presidente do Eurogrupo, substituindo o holandês dos caracóis que nos acusou de pedir dinheiro emprestado para andar na borga.

Isso não vai acontecer. Em primeiro lugar, porque quem manda no Eurogrupo é o Schäuble e não há maior adversário das teorias que orientam Mário Centeno  do que o ministro das finanças alemão. 
Depois, Mário Centeno consegue influenciar melhor as políticas do Eurogrupo e da Europa como ministro das finanças de Portugal do que à frente do Eurogrupo, onde teria de pactuar com os interesses da Alemanha.
Ou seja, o interesse de Portugal será mais bem defendido com ele no Terreiro do Paço.  

quarta-feira, maio 24, 2017

Despudor excessivo

O facto deste governo ter conseguido acabar com o PDE, procedimento por deficit excessivo, foi motivo de satisfação à direita e à esquerda, o que se aplaude e regista.
O que não se aplaude é a lata de Passos Coelho ao reivindicar para o seu desgovernado governo o mérito de tal feito.

Na verdade, se o actual governo não tivesse revertido as patifarias com que o governo anterior humilhou trabalhadores e pensionistas; Se o actual governo não tivesse escancarado os armários onde o governo anterior escondeu os esqueletos do sector financeiro e, por último mas não menos importante, se o governo a que eles chamaram geringonça não tivesse devolvido a confiança a uma economia deprimida pelos maus tratos  de Passos/Portas/Maria Luís, sem esquecer Cavaco,  ainda estaríamos a ver a saída do PDE por um canudo. 

segunda-feira, maio 22, 2017

O criminoso da manha

Todos os dias se comete um crime na primeira página. É certo que nunca fui leitor de tal porcaria, mas no mundo mediatizado em que vivemos é impossível evitar os salpicos daquela imundice.
O último, cujos ecos indignados me chegam de várias origens, refere-se a  um vídeo da violação de uma menina menor que terá ocorrido num autocarro no Porto e, pasme-se, o pasquim da manha teve o desplante de reproduzir.
Confesso que não vi o vídeo, nem vou ver, por razões várias, nomeadamente a fundamentada recusa em contribuir para a publicidade dos criminosos envolvidos e dos que os publicam.
O país que se cuide, pois o desenvolvimento civilizacional de que carece é inversamente proporcional ao sucesso deste tipo de imprensa.

sexta-feira, maio 19, 2017

O rabo e o resto

Ainda há poucos dias comentávamos que o "independentismo" de Rui Moreira era mero populismo com o rabo de fora.

Afinal parece que não é apenas o rabo que deixou de estar escondido: segundo esta notícia, a família de Rui Moreira quer construir em terrenos do município, ou seja, o interesse particular do actual
presidente da câmara do Porto, ou da sua família, estará em rota de colisão com o da autarquia, o que não deixa de pôr em causa a transparência da gestão do actual presidente.
Para agravar a situação, o parecer dos serviços camarários que reclama para a autarquia a propriedade dos terrenos terá sido mantido em segredo desde dezembro, vá-se lá saber porquê.
Quem também quis guardar segredos foi o Núncio do CDS, e lá voaram dez mil milhões para os offshores ...

terça-feira, maio 16, 2017

Títulos de pôr a cabeça em água

"Isto não tem nada a ver com o anterior Governo, tem a ver com a inversão de políticas” (Expresso - Miguel Sousa Tavares) 


" É preciso recuar 17 anos para encontrar um crescimento do PIB mais alto" (Expresso - Sónia M. LOURENÇO) 




segunda-feira, maio 15, 2017

Faltou o Fado

"Fátima de manhã, futebol à tarde e à noite..."

O Fado não faltou, como se viu no aeroporto no dia seguinte...

domingo, maio 14, 2017

Parabéns Campeão!

Um feito inédito conseguido por Salvador Sobral que encantou a Europa com a canção de sua irmã, vencendo o festival da Eurovisão .
Será o regresso da música romântica, ou apenas um oásis no deserto ensurdecedor que se ouve por aí?
Parabéns!

"Portuguese is quite possibly the loveliest language in which to sing soft, good, songs". (The Guardian

sexta-feira, maio 12, 2017

Tempo de cerejas

Finalmente a chuva. Depois de um Abril seco e quente, a ausência da chuva era preocupante, mas não é por haver falta da assunto que falo do tempo. Senão vejamos:
1 - Sobre o independente do Porto, falei no post anterior. Está lá tudo.
2 - Sobre a candidata do CDS a Lisboa, não queria contribuir para a sua publicidade, mas se o Moreira do Porto se arrisca a cair no populismo, que dizer das 20 estações de Metro da Cristas?
3 -  E ainda não falei do Salvador, cuja voz celestial está prestes a salvar Portugal do anonimato musical.

Porém, as manchetes do dia são para o Papa Francisco que vai presidir às cerimónias de Fátima, onde Marcelo já pernoitou. Homem previdente, este Marcelo.

Enfim, as palavras são como as cerejas, ou ainda melhores...
Bom fim‑de‑semana.

domingo, maio 07, 2017

Populismo com o rabo de fora

Parece que nas próximas eleições autárquicas vai aumentar o número de candidatos independentes às câmaras municipais. Daí não viria mal ao mundo. 
Porém, quando o "independentismo" dos candidatos aparece aliado ao populismo anti-partidos, o caso muda de figura. Ninguém é obrigado a filiar-se em partidos nem esse facto é impeditivo de intervir politicamente. 
No entanto, a experiência demonstra que sem partidos não há democracia nem liberdade, pelo que, quando se atacam e se tentam afastar os partidos, ataca-se a democracia.
Quem não entende isso, ou é ingénuo, ou é perverso.
A candidatura de Rui Moreira à câmara municipal do Porto parece imbatível, mas se ganhar com base na propaganda anti-partidos, perde a democracia e perde o Porto.
Sendo uma cidade de tradição oligárquica, o surgimento de personalidades que lideram sem concorrência diferentes sectores da sociedade portuense é bastante comum. 
Porém, quando isso acontece na área política, as cedências ao populismo são inevitáveis.
Quem andou a vangloriar-se de que em Portugal felizmente não havia os movimentos populistas que proliferam noutros países europeus falou antes do tempo.


sexta-feira, maio 05, 2017

Almeida, Vilar Formoso e a CGD

A sobrevivência da Caixa Geral de Depósitos impõe uma reestruturação que passa (também) por reduzir o número de balcões. A abertura de balcões está sujeita a estudos de mercado de forma a garantir a sua sustentabilidade. Uma agência que dá sucessivos prejuízos não é sustentável, por muito que custe aos seus utentes.

Almeida mantém com a vila de Vilar Formoso uma rivalidade tradicional. Beneficiando do caminho de ferro internacional, e sendo a principal fronteira terrestre do país, não admira que tenha sido em Vilar Formoso onde primeiro se instalaram os bancos, e não em Almeida.
O concelho de Almeida tem 16 freguesias, a maioria das quais mais próximas de Vilar Formoso do que da sede de concelho. Aliás, Almeida situa-se no extremo norte do concelho, apenas a sul de Malpartida. Todas as restantes freguesias se situam a sul da sede de concelho, tal como Vilar Formoso.
Convém não esquecer que também há pensionistas nessas freguesias, mas, como é óbvio, não pode haver um balcão da CGD em cada uma.
Se se perguntar aos utentes de cada um dos balcões da CGD que vão fechar, provavelmente não concordam com o fecho, mas a Caixa não pode ser gerida ao sabor de manifestações manipuladas por desígnios partidários.

quarta-feira, maio 03, 2017

Formigas com catarro

Já houve no nosso parlamento quem considerasse o regime da Coreia do Norte um exemplo de democracia.
Também na Assembleia da Republca houve em tempos quem se sentisse asfixiado democraticamente.
Ainda no âmbito parlamentar surge agora uma nova teoria segundo a qual a nossa democracia se terá transformado numa "democracia simulada".
Intencionalmente não faço links nem refiro os nomes dos génios que se agarram à palavra "democracia" para descarregar as suas frustrações saudosistas, mas sempre lhes direi que nos modelos de "democracia" que uns e outros defendem não havia espaço para críticas.

Se até no parlamento lhes permitem dizer tais alarvidades, que melhor prova querem de que vivemos em democracia?




domingo, abril 30, 2017

Os rolhas de Passos Coelho


Alguém se lembra de uma "instituição", tipo Teodora Cardoso ou Carlos Costa,  o criticar enquanto esteve no governo?
Ninguém e a razão é simples: Quando Passos se apoderou do pote, os que não eram da sua cor foram substituídos, os outros afinavam pelo mesmo diapasão. 
Ou seja, Passos Coelho só sabe conviver com gente da sua cor. 

O  governo actual convive com os que são da sua cor e com outros, mas não é obrigado a concordar nem com uns nem com outros, porque a independência tem dois sentidos.

Parece que a cabeça de Passos Coelho não alcança este conceito de independência, mas isso é problema de quem se "formou" nas tricas das juventudes partidárias e perdeu o comboio duma educação a sério.  
É a vida.

    

sexta-feira, abril 28, 2017

Os traidores atiram-se pela janela

" Passos sempre foi um animal amestrado para vender o país ao FMI, à troika e ao sinistro Schauble, e agora anda muito aborrecido por Costa ter recusado continuar a colocar polícias do FMI entre portas. E diz Passos que o governo não tolera a independência do dito Conselho. Mas como pode ser independente um orgão para o qual se pretende impor a doutrina económica, neoliberal, do FMI, e cuja actuação não tem sido outra senão interferir na política económica do governo e mandar num país que, pelo menos em teoria, ainda é um país independente? Passos, preocupa-se imenso com a independência do Conselho de Finanças Públicas, mas está-se nas tintas para a independência do país."

Por outras palavras: Passos Coelho é a vergonha do país.

quarta-feira, abril 26, 2017

Saídas limpas (para baixo do tapete)


Quando se olha para trás,  constata-se que a propaganda do governo anterior, além de atirar areia para os olhos dos portugueses, foi autêntica pornografia política, com Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque nos papéis principais. 

terça-feira, abril 25, 2017

Exemplo que vem de fora

Enquanto em Portugal muitos se envergonham dos cravos vermelhos, no espaço um astronauta francês  não se esqueceu de "celebrar a revolução dos cravos e a mensagem democrática".

A revolução do 25 de Abril é um marco importante na história recente de Portugal com implicações positivas em todo o mundo. Os que de algum modo amesquinham o que esta data representa não são patriotas nem democratas e desesperam pelo momento de o poderem demonstrar.




segunda-feira, abril 24, 2017

França ao centro para travar a direita radical

O alarme provocado pelas "promessas"  de Marine Le Pen (sair do euro, sair da União Europeia, expulsar imigrantes...) deu nisto:
Uma coligação não declarada do centro-esquerda   com o centro-direita a que as sondagens atribuem 60%, garantindo a vitória de Macron na segunda volta das presidenciais francesas.

Os nacionalismos exacerbados e a xenofobia provocaram guerras no passado e provoca-las-iam no futuro se chegassem ao poder.
Le Pens há em todo lado. Votar neles é brincar com o fogo.