quarta-feira, dezembro 07, 2016

Preocupação serôdia

Passos Coelho está muito preocupado com a Caixa Geral de Depósitos, mas já vem tarde. 
O governo PSD/CDS não se notabilizou pela transparência. Sempre preferiu o esconde, esconde...

Alguém se lembra dos Panamá papers?

Tal como fez com os "Panamá papers", em que a montanha pariu um rato, o Expresso está a fazer um estardalhaço com o "Football leaks".
Para já, é só conversa para vender jornais. 
Nos "Panamá papers" não passou disso...

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Crime no cinema

A revelação causou estupefação: a actriz Maria Schneider foi violada por Marlon Brando numa cena do filme "O último tango em Paris", visto por milhões em todo o mundo.
Quem o afirmou foi o realizador do filme, Bernardo Bertolucci, que combinou a cena com Marlon Brando, mantendo a actriz de 19 anos na ignorância.

As motivações invocadas por Bertolucci são doentias e  escabrosas. Embora a vítima e o violador já tenham falecido, impõe-se a condenação póstuma do actor e do ainda vivo realizador.
Hollywood não pode ficar indiferente a este crime, retirando aos crminosos os prémios e honrarias que lhes tenham sido atribuídos. 

sábado, dezembro 03, 2016

As boas contas do PSD

Passos Coelho e a sua professora Maria Luís Albuquerque têm-se desunhado a propagar as boas contas do PSD. Mera demagogia.
Em Lisboa, foram os mandatos do PS que sanearam o descalabro provocado por mandatos laranja.
Em Vila Nova de Gaia, a dupla Luís Filipe Menezes  Marco António conseguiu o recorde da câmara mais endividada.
A actual gestão socialista acaba de divulgar que finalmente aquela autarquia saiu do buraco deixado pelos antecessores referidos.
As boas contas do PSD são uma grande treta.




sexta-feira, dezembro 02, 2016

Mais uma reposição

Comemorou-se ontem o  1º de Dezembro, dia da Restauração da Independência, numa cerimónia na Praça dos Restauradores organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e o Movimento 1º Dezembro de 1640.

Passos já provou ser um tanto ou quanto adventício, mas arrastar o PSD para posições que podem ser confundidas com falhas de patriotismo é uma atitude irresponsável. 
Suspender o feriado da Restauração foi um erro crasso, que ontem mereceu censura severa do Presidente da República, militante e antigo Presidente do PSD. 
Recusar associar-se às comemorações, considerando o convite uma provocação, é um sintoma da má consciência que pesa na direcção do PSD, perante mais esta "reposição" do governo de António Costa, que vai repondo a normalidade no país e nas instituições . 
Ainda falta "normalizar" a CGD e Passos Coelho não se poupa a esforços para que tal não aconteça, aqui com a ajuda de Assunção Cristas.
Andar com o país para a frente com estes dois atrasos-de-vida  a puxar para trás, não é fácil, mas o patriotismo de Marcelo Rebelo de Sousa, mais o engenho e a paciência de António Costa fazem milagres.

quarta-feira, novembro 30, 2016

A menina pôs a pata na poça

Quem é de esquerda saudou os acordos entre o PS, PCP e BE, havendo quem lhe tivesse atribuído um significado histórico. 
Estes acordos não retiraram liberdade aos três partidos e aos seus deputados. No entanto, quando se constata uma votação em que o BE vota com o PSD e o CDS e em sentido oposto votaram o PS e o PCP, é caso para questionar a que se deve essa estranha aliança que isola o Bloco de Esquerda dos outros dois partidos que apoiam o governo. 

Quando BE apoia a direita contra o governo, está a torpedear o acordo. Ainda que o assunto não conste explicitamente na letra do texto acordado com o PS, os dirigentes do BE, sendo jovens, não podem ser tão ingénuos, pretendendo ignorar que estão a apoiar os opositores ao governo que eles supostamente apoiam.  

O objectivo do PSD e do CDS é fragilizar a Caixa Geral de Depósitos para a entregarem em saldo aos seus amigos ou ao capital estrangeiro. Ao votar conjuntamente com o PSD e o CDS, o Bloco de Esquerda comportou-se como um idiota útil. 


domingo, novembro 27, 2016

Às aranhas

"MP pede ao Parlamento dados sobre plano para controlar TVI"

"Aprovação em toda a linha", ou, os cães ladram e a caravana passa

 E passa com distinção, como sugere a sondagem aqui publicada que dá à actuação do governo uma maioria esmagadora de aprovações no que concerne à qualidade da governação, à estabilidade e expectativas da tal geringonça que se iria desconjuntar no primeiro obstáculo, nas previsões catastrofistas do PSD e do CDS.

Segundo esta sondagem, nem as ameaças do mafarrico do Passos Coelho, nem os histerismos de Assunção Cristas convencem os eleitores ou beliscam a geringonça.



Fidel Castro - 1926 - 2016

A morte física de Fidel aconteceu entre as dez e as onze horas da noite do dia 25 de novembro de 2016.
Politicamente já era um fantasma.

sexta-feira, novembro 25, 2016

"Disfuncionalidade cognitiva temporária"

Este secretário de estado é muito simpático: podia ter dito definitiva... 

Nem todos os dias 25 são iguais

Como diria George Orwell, alguns são mais iguais do que outros...
A democracia portuguesa foi marcada por dois dias 25: o de Abril, que acabou com a ditadura, o de Novembro, que supostamente evitou que se caísse noutra.
Passados mais de quarenta anos sobre estas datas, se quanto à primeira há um relativo consenso, quanto à segunda, as  divergências sobre as motivações e objectivos das forças que se confrontaram nesse dia ainda hoje se discutem.

No entanto,  o importante é celebrar a democracia em qualquer delas.
E a propósito, se as eleições fossem hoje...






quinta-feira, novembro 24, 2016

O expresso dos saudosistas

Podia ser um comboio a vapor, como nos velhos tempos do "Oriente express" ou do "Sud express".
Mas não. Estes saudosistas são sedentários e raramente saem do regaço da "impresa-mãe" que os pariu, contentando-se em ter saudades de si próprios, um sintoma de esclerose em fase terminal.

quarta-feira, novembro 23, 2016

Ir pagando a dívida

A discussão sobre a dívida portuguesa vem dos tempos da monarquia. Leiam o Eça de Queirós.
Porém, nos últimos tempos,  a discussão tem-se centrado na sua reestruturação/perdão, com a esquerda mais à esquerda a tentar impor esta solução. No entanto, em Bruxelas ninguém quer ouvir falar disso, justificando que Portugal tem condições de sustentabilidade da dívida.
Nestas circunstâncias, como noutras, o melhor será avançar passo a passo, mas com determinação, e se há político português que sabe como fazer isso é António Costa.

terça-feira, novembro 22, 2016

Política de tricas

Não sabem bem o que se passa, mas estão  contra.
Todos nos recordamos da novela sobre as declarações de rendimentos dos
 administradores da CGD. Afinal, não havia nada escrito, apenas o entendimento de que tal não era exigido pela lei. Entendimento esse que terá sido também o de outros administradores que precederam os actuais.
Se entretanto o Tribunal Constitucional fez jurisprudência com força  de lei, o problema fica esclarecido.   No entanto, parece que a decisão do TC não reuniu o formalismo para que possa valer como lei para o futuro,  podendo repetir-se aquele  entendimento...
Nada disto justifica a intoxicação feita por políticos e por uma comunicação social preguiçosa que nem as eleições americanas conseguiram desviar desta discussão de lana caprina que se arrasta há várias semanas.
Dir-se-á que a culpa é da Administração da CGD. Mas não faltam pareceres de constitucionalistas justificando a sua atitude.
Claro que à intoxicação não interessa uma discussão séria, prefere as tricas...


domingo, novembro 20, 2016

A Turquia em regressão?

A Unicef já se pronunciou contra o projecto, lembrando que os criminosos devem ser castigados e o interesse da criança deve prevalecer em qualquer circunstância.
Em vez de avançar na civilização, a Turquia de Erdogan parece andar para trás.

sexta-feira, novembro 18, 2016

Dom Afonso Henriques também deu uma mãozinha...



A tentativa de retirar mérito da melhoria geral das condições do país a este governo é uma obsessão dos comentadores de direita, mas tem vários problemas. 

Desde logo porque os portugueses têm memória e ainda se lembram dos 600 milhões que o governo PSD/CDS queria tirar às já debilitadas pensões dos reformados.
Por outro lado, se a aliança PSD/CDS continuasse a governar,  não haveria reposição de salários e pensões nem diminuição de impostos, não se verificando o estímulo ao consumo privado que contribuiu para a melhoria da economia.
Se a isto acrescentarmos o desanuviamento do ambiente de tensão que se vivia no país, subjugado ao triunvirato Cavaco/Passos/Portas, percebe-se que o seu afastamento foi condição indispensável para a melhoria da confiança e facilitar o investimento. 


Não tem por isso razão Manuela Ferreira Leite, ao pretender atribuir parte dos louros ao governo do seu partido. O seu único mérito foi ter acabado e isso também se deve à "geringonça".


quarta-feira, novembro 16, 2016

Demagogia, populismo, trumpismo...

PSD quer "dar" parte do IVA às Câmaras Municipais

No mínimo é estranho: esteve quatro anos no governo e só agora é que Passos Coelho se lembra de dar parte da receita dos impostos às câmaras. Já não é ele que manda nas finanças...
Esta gente não é séria.

terça-feira, novembro 15, 2016

Há gente a roer as unhas...

Concertação social com linhas vermelhas

Marcelo bem tenta, mas as linhas vermelhas impostas por patrões e sindicalistas não auguram nada de bom para o "acordo de médio prazo" pretendido pelo Presidente da República.
Felizmente, a Constituição atribuiu ao parlamento o poder de legislar.
Os órgãos de concertação social são consultivos, não deliberativos nem legislativos. Não definem políticas nem legislam, matérias reservadas a quem o povo elege. Representam interesses corporativos, por vezes em colisão com o interesse nacional. 
As linhas vermelhas só relevam se os órgãos em quem o povo delegou o poder as aceitarem.





domingo, novembro 13, 2016

Os amigos de Trump

Era de esperar que Trump tivesse apoiantes também em Portugal. A maior parte deles estão calados, ou falam em surdina, mas alguns já começaram a falar grosso, escudados na vitória do candidato republicano.

No entanto, Ferraz da Costa esquece-se que Portugal já teve o seu Trump: Cavaco Silva. Enquanto primeiro-ministro, destruiu a agricultura, as pescas e a marinha mercante, afundou a bolsa  e subordinou a economia ao capital financeiro, iniciando  o processo que provocou o colapso do próprio sistema bancário.
Enquanto presidente da República, protegeu escandalosamente o governo do seu partido que aumentou as desigualdades e fez recuar o país mais de uma dezena de anos. A cereja em cima do bolo foi, já em fim de mandato, a tentativa de impor a continuação de um  governo da mesma coligação de direita contra a vontade da maioria do parlamento.
Os que agora batem palmas ao próximo presidente dos americanos são os mesmos que apoiaram  Cavaco e beneficiaram das políticas que cavaram o enorme fosso entre ricos e pobres que envergonha o país. 

São estas, as políticas subordinadas aos interesses dos mais ricos, que Ferraz da Costa advoga, mas dessas políticas já tivemos uma dose cavalar que resultou no empobrecimento das classes média e baixa em benefício dos mais ricos.
Basta de trampumineiros.

sexta-feira, novembro 11, 2016

A nova muralha da China

Está por confirmar se a construção de um muro para fechar totalmente a fronteira do México (mais de 3000 quilómetros) vai mesmo avançar, ou a promessa/ameaça de Donald Trump foi fanfarronice eleitoral.
Ao fazer essa promessa, Trump vangloriou-se de saber construir muros, algo que chineses e egípcios sabiam muitos séculos antes de Cristo.
Se nem a muralha chinesa impediu as invasões dos mongóis, nem a linha Maginot evitou que os tanques de Hitler invadissem a França, nem o mar Mediterrâneo impede os refugiados de chegar à Europa, também o muro de Trump não acabará com a imigração ilegal nos Estados Unidos. Do Atlântico ao Pacífico, passando pelo golfo do México, há muito mar para lá chegar. 

Para limpar a face, provavelmente Trump vai limitar-se a reforçar os muros existentes em cerca de um terço da fronteira, cuja construção teve início no tempo de Bill Clinton...

quarta-feira, novembro 09, 2016

Quem se enganou?

A esta hora,  eis a previsão:

(New York Times)

A América desconhecida, uma surpresa para a comunicação social americana e não só . . . 

domingo, novembro 06, 2016

A rábula da Caixa

A recusa de declarar rendimentos sempre me fez confusão: não temos de declará-los no IRS cuja privacidade vale o que vale? Aí é que custa...

No entanto, mesmo quando a lei as obriga a fazê-lo, parece que algumas pessoas têm vergonha de os declarar. Porque será? 

Não conheço as justificações  dos administradores da Caixa Geral de Depósitos, mas, segundo a opinião de dois conhecidos constitucionalistas que se pronunciaram sobre o assunto - Jorge Miranda e Marcelo Rebelo de Sousa -,  a lei obriga-os a declarar os rendimentos.
Sendo assim, a teimosia da Administração da CGD é não só injustificada como incompreensível, estando a prejudicar a instituição que têm por obrigação defender.
Já houve demissões por menos e não faltam candidatos. 

S O S - "peste grisalha"

 Dando seguimento a um apelo do blogue PONTE EUROPA, divulga-se na íntegra um texto desse blogue com o qual me solidarizo.

   " Como é do conhecimento geral, um deputado do PPD/PSD escreveu um artigo num jornal em que apelidava os idosos de "peste grisalha".
     Um cidadão de Coimbra, idoso, de nome António Figueiredo e Silva, escreveu noutro jornal outro artigo em que respondia "à letra" ao referido deputado.
    Este queixou-se criminalmente, por alegada difamação, do Sr. Figueiredo, contra o qual foi deduzida acusação pelo M.P.
     Requerida instrução, o Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra decidiu não pronunciar o arguido, citando jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e dizendo, além do mais, que "o texto em causa, designadamente as aludidas expressões, não podem considerar-se atentatórias da honra e consideração pessoal do assistente, atenta a sua contextualização (...)", e que "não se trata de um ataque à pessoa em si, mas àquilo que escreveu, enquanto deputado (...)"
     Porém o Tribunal da Relação de Coimbra revogou esta decisão instrutória. No final do processo, o arguido acabou por ser condenado em 1.200,00 (mil e duzentos) euros de multa e 3.000,00 (três mil) euros de indemnização ao deputado. Terá também de pagar as custas do processo, que importarão certamente em umas centenas de euros. Estes montantes somam assim cerca de 5.000 (cinco mil) euros.
     Ora o Sr. Figueiredo não tem meios financeiros que lhe permitam pagar estas quantias. Além disso, não é justo que tenha de sofrer sozinho as consequências de ter dito aquilo que muitos outros pensam."
     A referida condenação gerou em Coimbra, sobretudo entre a população mais idosa, uma enorme revolta. Em consequência, foi criada no Facebook uma página de apoio ao condenado, intitulada "Peste Grisalha?", e uma conta bancária específica para reunir fundos destinados a pagar as referidas quantias. Essa conta tem o IBAN  PT50 0045 3034 4028 4176 3353 2 .
   Assim, apelo aos que quiserem solidarizar-se com esta causa a que contribuam para o pagamento das referidas quantias, transferindo o que entenderem para a referida conta. E, se possível, divulguem esta iniciativa."


sábado, novembro 05, 2016

Coisas do diabo

PSD afunda e fica a 10 pontos do PS


sexta-feira, novembro 04, 2016

Por falta de arreios, com certeza

"Burro do PSD de Lisboa fica no estábulo" 

quarta-feira, novembro 02, 2016

Visões orçamentais

Quem governa tenta compatibilizar o saldo entre as receitas e as despesas com a política que quer prosseguir.
Isto, a política que se pretende prosseguir, é que se devia discutir quando se discute um orçamento.
No entanto, não é isso que sucede.
Quando os partidos estão na oposição, normalmente só apresentam propostas para aumentar a despesa, não referindo a que receita se deve imputar.
Agora que tanto se fala de inconstitucionalidades, deveriam os parlamentares aprovar uma norma com força constitucional que impedisse a "imparidade" de tais propostas, pois a sua apresentação é um acto de manifesta irresponsabilidade.

Discutam as políticas.

segunda-feira, outubro 31, 2016

Boys, a gangrena dos governos

Os boys são um produto quase exclusivo das juventudes partidárias.  
O mal das juventudes partidárias é estarem cheias de carreiristas políticos e quanto mais carreirismo, menos ética.
Os pseudo-licenciados, que se limitam a frequentar a universidade sem terminarem a licenciatura e se reclamam "doutores", resultam desse carreirismo.
Com o cartão do partido certo, e uma militância partidária que dê nas vistas, guindam-se por vezes a cargos governamentais e a mentira transforma-se num escândalo que atinge não apenas o próprio mas também quem cometeu o erro de o nomear.
Estes "azares" não são apenas culpa dos boys.
São dos dirigentes e dos aparelhos partidários que convivem pacificamente com o oportunismo, a única ideologia de muitos dos seus militantes. 

sábado, outubro 29, 2016

Presidência aberta, a sério...

Foto Visão 
Uma fotografia impossível com outros presidentes. 
É preciso humor e, sobretudo, ter mundo...

sexta-feira, outubro 28, 2016

A náusea

A última  intervenção  de Wolfang Schäuble sobre Portugal atingiu o ponto de rutura. 
   
Portugal e Alemanha são formalmente aliados. Porém, se todos os alemães fossem como o seu ministro das finanças, não precisávamos de inimigos... 

quinta-feira, outubro 27, 2016

Jogar à Porto?



Palavras para quê?...

quarta-feira, outubro 26, 2016

"Errata"


Deve ler-se : "Alguém estava a encher a barriga à custa do empobrecimento de Portugal até entrar um novo Governo"

Futebol no feminino

     A Bola 

Parabéns às mulheres portuguesas que pouco  a pouco vão vencendo barreiras que se julgavam intransponíveis.  
A entrada da seleção feminina de futebol na alta roda do futebol europeu é um feito digno de registo.
Parabéns às jogadoras, técnicos e federação.

segunda-feira, outubro 24, 2016

O homem que queria ser lixo

Há gostos para tudo. Há quem queira sempre melhorar, mas, infelizmente, também há os que se comprazem na miséria, de preferência a alheia.
Há muito que o Jornal Expresso deixou de ser referência do jornalismo imparcial. Nem sei mesmo qual o papel dos que  restam dos tempos em que a saída daquele semanário era um acontecimento, tal a verrina destrutiva da sua linha editorial.

domingo, outubro 23, 2016

Saudades de Mário Nogueira


Nos últimos dias, vários comentadores (Paulo Baldaia, João Miguel Tavares…) têm estranhado que Mário Nogueira não tenha convocado greves nem manifestações contra este governo, à semelhança das que convocou durante os governos de José Sócrates, que muito contribuíram para a vinda da troica e o regresso da direita ao poder.
Porém, os Baldaias e Tavares que enxameiam a comunicação social não estranharam que Mário Nogueira se fizesse de morto durante os quatro anos em que Passos Coelho e Paulo Portas destruíram a economia e empobreceram o país.
A estranheza da direita é o reconhecimento de que no passado a FENPROF foi um seu poderoso aliado contra os governos do PS, uma nódoa de que Mário Nogueira não se limpará facilmente.
É certo que a geringonça não apaga a história nem a memória, mas que lhe sirva de exemplo para não cometer os mesmos erros.

Estranhar que um sindicato não faça greves contra o governo que está a repor os salários e as pensões esbulhados pelo governo Passos/Portas, é mais uma manifestação do cinismo em que a direita é costumeira. 

sexta-feira, outubro 21, 2016

Amadorismo policial

"SEF deixa argelino ir fumar e ele foge do aeroporto".

Em todas as profissões, o porreirismo é inimigo do profissionalismo. 

E os portugueses fazem tudo para  serem "uns gajos porreiros".   



quinta-feira, outubro 20, 2016

Não é de estranhar

Nada nos deve surpreender nos candidatos de direita: o que se segue é sempre pior que anterior  (Marcelo  talvez seja excepção, veremos).

A atitude de Trump,  recusando assumir os resultados eleitorais, envergonha toda uma nação,  não apenas o partido republicano. Aliás, a continuação do apoio de notáveis como Giuliani  indicia que a "doutrina"  de Trump fez o seu caminho no partido  e nada garante que o próximo não seja pior.

Se o último Bush foi uma desgraça,  Trump seria uma catástrofe, mas parece que o alfobre republicano é incapaz de produzir melhor.
Trump é  fruto de uma cultura opaca e populista,  que não olha a meios para atingir os fins,  não exclusiva da América: Passos Coelho ganhou as eleições a prometer o contrário do que fez.
A sorte dos americanos é terem uma imprensa livre...