segunda-feira, agosto 21, 2017

Respeitar os árbitros


Quem quer ser respeitado tem de respeitar os outros. 
Com cara.... e pu... não há respeito nenhum.

Dúvidas radicais

Numa entrevista recente, António Costa avançou com a necessidade de um consenso alargado, nomeadamente com o PSD, no que respeita aos investimentos estruturais aproveitando os fundos europeus previstos a partir de 2020. 
Como já vem sendo hábito, em teoria, todos estão abertos a consensos. Na prática porém, entre o PSD e o PS nunca se conseguem. 

Neste caso, os comentadores habituais da direita começaram por duvidar da honestidade da proposta do primeiro-ministro. Começar por duvidar de uma proposta põe em causa muito mais a honestidade de quem duvida do que de quem a propõe... 

Talvez os comentadores de direita tentem dar uma mãozinha ao líder parlamentar do PSD, que rejeitou liminarmente a proposta de António Costa.  Bem precisa. 

De facto, se o principal partido da oposição recusa participar na procura das melhores soluções para os investimentos estruturais do país, arrisca-se a ficar afastado da governação do país por tempo indeterminado.

O país não pode depender de um partido que rejeita consensos em matérias tão essenciais. Só o radicalismo  que domina ideologicamente esta direcção do PSD explica tão desastroso comportamento.

domingo, agosto 20, 2017

Em bicos de pés

A associação dos sargentos da GNR achou que lhe competia vir a público questionar a declaração de calamidade pública decretada pelo governo para estes dias de calor excepcional, que previsivelmente aumentaria o risco de incêndios florestais.

A dita associação fundamenta a sua intervenção pela escassez de meios da GNR para fazer face às responsabilidades derivadas daquela declaração.


As associações de cariz sindical gostam de intervir para 
 condicionar a gestão de pessoal das instituições a que os seus associados pertencem, embora a lei não lhes reconheça essa competência.

Acresce que a GNR é uma instituição hierarquizada, e,  antes de chegar aos sargentos, a responsabilidade pela gestão dos efetivos tem vários degraus.



sábado, agosto 19, 2017

Ir ao bolso de mansinho


Para a Meo, o provérbio "quem cala consente" equivale a uma declaração contratual, o que não deixa de ser uma pérola jurídica.

Desta vez, porém, a Anacom estava atenta e, embora tardiamente, acabou por proibir esta marosca, obrigando a declarações de acordo por escrito, como manda a lei.



sexta-feira, agosto 18, 2017

Um verão para esquecer... ou talvez não

Incêndios como nunca se viram, seca que obriga a tirar os peixes das albufeiras para garantir a qualidade da água, declaração de calamidade pública por causa do calor, terrorismo em Barcelona, ameaças de conflito nuclear, violência na Venezuela, conflitos raciais nos Estados Unidos...
Que mais nos reservará este verão que ainda não acabou?

Por cá, parece que ninguém tem dúvidas quanto à necessidade de ordenar a floresta e protegê-la. Porém, quando se trata de avançar com as soluções para atingir aqueles objectivos, a clubite partidária impede os consensos para aprovar as respectivas leis. Os políticos que ocupam as cadeiras do parlamento gostam de atirar para o governo toda a responsabilidade do que se passa no país, mas isso é uma grandecissima trapaça.

A responsabilidade pelas leis é em primeiro lugar do parlamento. Por outro lado, as câmaras municipais não podem olhar para os incêndios do seu município como uma fatalidade. Permitir a construção de residências no meio de pinhais em que o mato cresce até a porta das casas, é um convite a tragédia.

A melhor homenagem que o país pode prestar às vítimas dos incêndios é exigir medidas que evitem a sua repetição. A oportunidade está aí. Se for aproveitada, talvez a esperança ainda não morra neste verão...

terça-feira, agosto 15, 2017

Perseguido pelo passado

"Passos Coelho não esteve preocupado com os criminosos que viriam viver para Portugal quando aprovou a lei dos vistos gold. Agora diz estar em causa a segurança do país com as novas regras para a imigração. Na primeira lei ignorou os efeitos colaterais. Na segunda lei só vê efeitos colaterais."

segunda-feira, agosto 14, 2017

Invenções e realidades

Enquanto o CDS de Cristas faz da demissão de ministros um programa de governo, Passos Coelho é mais imaginativo e não tem pruridos em recorrer à mentira. Quando um dia se identificarem os mandantes dos incendiários, só haverá surpresas para os distraídos...

Realista e pragmático, António Costa não perde tempo a responder às provocações e os resultados estão à vista. A direita pode continuar a tentar incendiar o país à custa dos fogos florestais, mas nem os ministros lhes fazem a vontade, demitindo-se, nem a realidade se altera com as suas mentiras: o desemprego continua a baixar e a economia continua a crescer.



domingo, agosto 13, 2017

Desconfianças e certezas

Há muito que desconfiava. Agora tenho certezas. "A meteorologia não provoca incêndios", dizem os entendidos.
Se não é a meteorologia alguém será...
Em Portugal, incêndios com a dimensão dos das últimas décadas são fenómenos relativamente recentes, e nunca o estado gastou tanto a combatê-los.

Se não houver incêndios, ganhamos todos. Porém, alguns ganham mais quando o país arde. Provavelmente, se não houver incêndios, vão à falência e quanto mais arder mais ganham.
Follow the money...

sexta-feira, agosto 11, 2017

Acasos de Agosto

Favorecer os padrinhos fica bem aos afilhados. A menos que o afilhado seja magistrado e o favor no exercício da profissão...

O actual bastonário da ordem dos médicos defende que o exercício da medicina configura uma profissão de desgaste rápido, o que justificaria a reivindicação de querer a reforma dos médicos antes dos sessenta anos.
Provavelmente o bastonário refere-se apenas à reforma do SNS. Imagine-se a reação se os obrigassem a fechar os consultórios quando se reformam...

segunda-feira, agosto 07, 2017

Conselho sério

quinta-feira, agosto 03, 2017

Maduros

Ele há cada um... São uns maduros.
Piadas à parte, por estes dias, quando se fala de maduros aponta-se para a  Venezuela, um país caribenho encravado entre o Brasil  e  a Colômbia, com uma pontinha da Guiana e uma extensa costa do mar das caraíbas. Com mais de 30 milhões de habitantes e dez vezes mais de área que Portugal, desde que o rei de Espanha, Juan Carlos, mandou calar Hugo Chavez nunca mais saiu das primeiras páginas dos jornais. 
Prematuramente morto, Chavez fez questão de nomear o seu sucessor,  como se a auto-designada "Revolução Bolivarina" fosse uma monarquia. 
Aparentemente, Maduro não  herdou apenas o poder, mas também as camisas usadas pelo antecessor. 
A história ensina que as experiências democráticas nos países da América do Sul são efémeras, atribuindo-se as culpas ao vizinho da América do Norte, que supostamente prefere governos de direita, ainda que ditatoriais, a qualquer outro de esquerda, ainda que democrático.   

O actual regime Venezuelano reclama-se democrático e de esquerda, ainda que tal  não seja reconhecido pelas generalidade dos partidos da esquerda democrática. 
Do alto da sua prosápia, Nicolas Maduro responde com ameaças comparáveis às do ditador da Coreia do Norte, com quem parece coincidir nos aliados.

Se outros factores não houvesse,  a prisão de opositores políticos elimina qualquer hipótese de o regime de Maduro poder ser considerado democrático. O apoio do PCP a tal regime só não espanta porque, tanto quanto se sabe, ainda não retirou o seu apoio ao regime norte-coreano. Questões de coerência, portanto, não de democracia.


quarta-feira, agosto 02, 2017

Incomodados

Não sou um grande utilizador do Facebook, mas por razões de contacto com familiares ausentes mantenho uma página aberta, onde aparece o que quero,  o que não quero e o que me é indiferente.
Ultimamente tenho-me divertido a seguir a polémica entre "Os  Truques da imprensa portuguesa" e alguns jornalistas que se sentem visados pelas descobertas do Truques. De facto, não passa um dia sem que os Truques  não descubram a careca  deste ou daquele jornal ou jornalista. Na ânsia de vender jornais e causar impacto na opinião publica, os jornais e as televisões deixaram para segundo plano o rigor da informação. Digamos que os factos deixaram de interessar à imprensa. O que interessa é a emoção.
Por não ligar aos factos, toda a comunicação social andou atrás de mortos que não existiam e a propagar boatos que nunca se confirmaram.   

Atacar os Truques por denunciarem tais procedimentos, são prenúncios de má-fé