quarta-feira, maio 20, 2015

O pesadelo de Guimarães


O país ainda não recuperou do choque. Ninguém entende aquilo. 
Por mais que se repitam as imagens, se leiam os testemunhos, não se compreende a razão da investida de um agente da autoridade contra um cidadão desarmado com dois filhos menores e outro familiar idoso, também violentamente agredido.

Estranhas motivações estas que levam as nossas polícias a agredir cidadãos pacíficos, revelando mais insegurança do que segurança, mais arrogância do que preocupação com a ordem pública, mais cobardia do que força.

Isto é impróprio de uma polícia de um país democrático.

1 Comentários:

Às 20/05/15, 11:59 , Blogger J. Cosme disse...

Até admito que os agentes da "autoridade" tenham razões de queixa e sejam acometidos de acessos de violência pela forma como o governo os trata. Mas não é malhando, forte e feio, nos pacatos cidadãos que eles podem resolver os seus problemas. É malhando naqueles que os tratam como descartáveis.
Pois é! Mas nesses não há coragem. É muito mais fácil agredir violentamente aqueles que "nunca têm razão", porque um sr. agente é "sempre" uma pessoa acima de toda a suspeita...
Este caso é particularmente significativo, porque se trata de um oficial da polícia que, para agravar a sua situação, parece ser useiro e vezeiro nestas práticas "desportivas".
Não é na polícia que este cavalheiro deve continuar a fazer a sua vida. Não é, nem pouco mais ou menos, um profissional exemplar.
Escusa a ministra de vir arengar que não é na praça pública que se devem fazer juizos. Então é onde, sra. ministra? É no segredo dos gabinetes, onde tudo se trata com punhos de renda? E os cidadãos espancados, maltratados, vilipendiados, desconsiderados? Quem os defende? Quem os indemniza?
Afinal, tenho de dar razão àqueles que dizem que, também na forma de as polícias tratarem os cidadãos, se têm vindo a fazer "grandes reformas estruturais".

 

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