sexta-feira, agosto 17, 2012

Bretões e canhões


O Reino Unido, mais concretamente a Inglaterra, sempre teve uma lei para consumo interno e uma lei para os de fora.
A reacção inglesa ao asilo diplomático concedido pelo Equador a Julian  Assange, fundador do Wikileaks, mantendo que tudo fará para o extraditar para a Suécia e impedir a sua saída do Reino Unido, revela que a Inglaterra ainda sofre da sobranceria vitoriana que vem dos tempos em que a lei internacional era ditada pelos obuses das suas canhoneiras.
Foi essa mesma sobranceria que esteve na origem do Ultimato britânico de 1890, que impôs a Portugal o abandono dos territórios da actual Zâmbia e Zimbabwe, com o argumento de não estarem  "ocupados com forças suficientes para manter a ordem, proteger estrangeiros e controlar nativos".
A letra  da Portuguesa, escrita como reacção a esta infâmia, era originalmente “contra os bretões, marchar, marchar!“

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