sexta-feira, julho 15, 2016

As ameaças de Bruxelas

Lembro-me do tempo em que Portugal era condenado semanalmente na ONU por manter uma guerra contra a independência das colónias.
Numa imprensa controlada pelo regime, as reações faziam lembrar a indignação provocada pelo ultimato inglês ao mapa cor-de-rosa.

A imprensa de hoje não é controlada pelo governo, mas está encostada à direita e alinha com o liberalismo bruxellois, que não se tem poupado a esforços para que o governo de Costa seja um fracasso, temendo o sucesso de uma solução governativa  anti-austeridade.
Ainda não sabemos se as sanções prometidas pelos ministros das finanças capitaneados por Schäuble ficarão pelo raspanete ou será mais um assalto à carteira dos portugueses. Coisa boa não é. 

Como me insurgi contra aqueles que apregoavam "Portugal não é a Grécia", também não gostei de ouvir um ministro espanhol dizer que a "Espanha não é Portugal", mas não deixa de ser um sintoma do "salve-se quem puder" em que caíram as relações entre os estados da União Europeia.

Ao contrário do que já li por aí, a reação de Portugal às sanções deve ser de inequívoca rejeição, sem considerações quantitativas.
É uma exigência patriótica, que não se compadece com atenuantes de ocasião. 

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