sexta-feira, maio 05, 2017

Almeida, Vilar Formoso e a CGD

A sobrevivência da Caixa Geral de Depósitos impõe uma reestruturação que passa (também) por reduzir o número de balcões. A abertura de balcões está sujeita a estudos de mercado de forma a garantir a sua sustentabilidade. Uma agência que dá sucessivos prejuízos não é sustentável, por muito que custe aos seus utentes.

Almeida mantém com a vila de Vilar Formoso uma rivalidade tradicional. Beneficiando do caminho de ferro internacional, e sendo a principal fronteira terrestre do país, não admira que tenha sido em Vilar Formoso onde primeiro se instalaram os bancos, e não em Almeida.
O concelho de Almeida tem 16 freguesias, a maioria das quais mais próximas de Vilar Formoso do que da sede de concelho. Aliás, Almeida situa-se no extremo norte do concelho, apenas a sul de Malpartida. Todas as restantes freguesias se situam a sul da sede de concelho, tal como Vilar Formoso.
Convém não esquecer que também há pensionistas nessas freguesias, mas, como é óbvio, não pode haver um balcão da CGD em cada uma.
Se se perguntar aos utentes de cada um dos balcões da CGD que vão fechar, provavelmente não concordam com o fecho, mas a Caixa não pode ser gerida ao sabor de manifestações manipuladas por desígnios partidários.

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