quinta-feira, dezembro 14, 2017

Carissimas

Acabo de ver o presidente da república fazer o panegírico das IPSS, aproveitando a vista ao programa "Natal dos Hospitais". Porém, nem a palavra do presidente, nem o andar de mão dada com a água benta são certificados de excelência nem garantia do bom uso dos dinheiros públicos que recebem.

Sabendo-se, como se sabe, que a gestão dessas instituições não prima pelo rigor, e a aprovação das contas é muitas vezes um proforma, estão criadas as condições para os abusos de quem está  em condições de se aproveitar da indisciplina, e as supostas poupanças assistenciais das IPSS resultam caríssimas.

Se, de facto, essas instituições fossem realmente privadas, como se intitulam, e não beneficiassem de apoios financeiros do estado, o problema diria respeito aos mecenas que as alimentam. No entanto, quando o orçamento do estado é o seu principal financiador, o caso muda de figura, e mal vai o estado que entrega sem controle o dinheiro dos contribuintes.

Infelizmente isto não é assim tão raro. O inverso é que são raríssimas.

O vicio é antigo e não vai ser fácil acabar com ele.

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