sábado, março 26, 2005

Paraquedismo

“Se ele (António Borges) quer de facto, e jurou que sim, "discutir ideias", tem de arranjar primeiro meia dúzia delas. (…) Não se consegue imaginar indigência mental mais devastadora e lúgubre. Mas com certeza o PSD vai gostar”.

O artigo de Vasco Pulido Valente no Público tem ainda afirmações como esta:

“Cavaco inaugurou a estirpe dos políticos que não conheciam Portugal: a história, a sociedade, a cultura.”

A não perder.

8 Comentários:

Às 27/03/05, 15:43 , Blogger gelsenkirchen disse...

Não posso estar mais em desacordo com este texto de VPV e aliás calculo que ele próprio daqui a uma semana também esteja já em desacordo com o que ora escreveu.
Na impossibilidade de saber a que horas escreveu VPV o artigo, o q faz toda a diferença, sempre remeto para a leitura das crónicas do mesmo autor intituladas: O busto de Napoleão; Influência e Poder; O Mistério de Cavaco; Drama Cavaquiano e Um "Marcellismo" aflito, onde entre outras coisas se percebe nitidamente o asco q VPV sente por toda a casta de economistas e principalmente a ideia q tem sobre os economistas na politica, quase como se eles fossem os pais de todos os males.
Este artigo castigador de VPV , visa pessoas,nomeadamente Borges ,que não vivem da política.
Visa um académico de excelência, um gestor/economista de renome mundial, que não precisa da política para existir.
Que existe e é , independentemente dos partidos e da política.
É desta gente que indiscutivelmente, não só o PSD, mas todos os partidos precisam.
E eu que leio muitas vezes VPV e muitas vezes subscrevo, ainda que por vezes só nas conclusões, os seus pontos de vista, apetece-me após a leitura desta sua diatribe perguntar: como levar a sério alguém que diz ser uma baboseira, falar-se da integridade na política e no espirito de serviço público?

 
Às 27/03/05, 15:52 , Blogger gelsenkirchen disse...

Esqueci-me de dizer que o artigo mostra tb à saciedade que VPV mantém intacto o seu ódio persecutório e visceral pelo Prof.Cavaco, o que reforça a ideia de q o artigo em análise esta fortemente inquinado da tal imparcialidade de que o JFM tanto gosta de invocar como cartilha de quem escreve.
Abraço

 
Às 27/03/05, 17:38 , Blogger Pedro Ferreira Marques disse...

Patrick, o teu comentário não tem propósito. A crónica de VPV acerta na mouche. Nada vou acrescentar porque está lá tudo (até já discutimos isto com uns camarões à volta, se bem me lembro). Estes ufanos "empresários" e economistas ignorantes são versões pobrezinhas de Cavaco Silva, sem ideias nem cultura.

Além disso, têm a indecência de atirar constantemente à cara dos que os ouvem que não precisam da política, como se nos estivessem a fazer um favor ao presentearem-nos com as suas banalidades, ou, pior, como se isso fosse uma virtude por si só.

A propósito do teu primeiro comentário (restos da "campanha dos colos" na qual participaste?) lembrei-me de uma história que se passou com Churchill. Uma senhora teve a indelicadeza de salientar ao famoso político o seu estado de embriaguez. Este respondeu: "Sim, estou bêbado. E a senhora é feia. Mas amanhã eu estarei sóbrio." Uma bebedeira cura-se melhor do que a falta de ideias.

 
Às 28/03/05, 12:02 , Blogger j disse...

Belíssima réplica de PFM, coroada com o saboroso episódio churchiliano...
Corroboro inteiramente, caro PFM.
Porque dessas cabeças iluminadas, que tanto têm feito... (por quê e por quem?!?!), parece nada sobrar em ideias, em propostas concretas e em soluções eficazes para resolver os problemas concretos deste país.
Ou será que o liberalismo desenfreado é a solução? Será que a "mão invisível", que superintende sobre tudo, tudo resolverá? Ainda haverá quem acredite que a "liberalização" das leis do trabalho, o fim do "Estado" serão as soluções milagrosas?
Infelizmente para esta gente, os problemas sociais não se resolvem com contas de somar ou subtrair, nem com "devaneios" de deve e haver contabilísticos!
Mas, enfim! Demos-lhes o benefício da dúvida: venham de lá as ideias que, por mim, prometo estudá-las até à exaustão...
(jcm)

 
Às 28/03/05, 20:21 , Blogger gelsenkirchen disse...

Outro dia VPV escreveu um artigo que referi no meu blogue, em q dizia q o q o país precisava era de um novo REGIME.
Na altura fiquei na dúvida se ele teria pretendido dizer SISTEMA e inadvertidamente teria escrito REGIME.
Agora, meus caros, não tenho dúvidas q ele queria mesmo escrever REGIME.
qual REGIME? qUAL mudança? mudança para quê?
eu sei as respostas e vocês caros pfm e jcm, julgo q tb sabem.
é isso q preconizam? é essa viragem q querem?
é q não perceber q o texto dado à estampa pelo VPV é um puro exercício que visa minar os aliçerces democráticos, com o devido respeito, é fazer uma leitura oblíqua do artigo.
VPV há muito q pretende desacreditar os partidos e os políticos.
por muito q custe n há regime democrático sem partidos e portanto temos q viver com eles.
Se os partidos conseguirem atrair gente independente, séria, com crédito, disposta ao tal serviço público, a democracia segue no bom caminho;
se os partidos continuarem a apostar no cacique e no carreirismo a democracia segue no mau caminho.
Parece-me que isto é pacifico.
Não concordo com o artigo do vpv, não por ser anti-borges, mas por ser um artigo q atenta os aliçerces da democracia - no seguimento de outros - e pq a ter correspondência prática no terreno faria com q os partidos cada vez mais se fechassem dentro de si e cada vez menos se abrissem aos independentes vencedores na sociedade civil e latu sensu á própria sociedade civil.
Quanto ás ideias, ouvi á tempos uma entrevista do Prof. Borges, -que como sabem e ao contrário do q dizem na v/ réplica não é um economista ignorante - á sic notícias em que nos brindou com uma série de propostas, com especial incidência na area economica - q achei muito relevantes.
A política tem mesmo q atrair a boa moeda e expulsar a má.
Já agora uma questão: não concordam os caros comentadores q a política económica do actual governo "socialista" é um hino ao liberalismo?
Acham q os mestres da cartilha liberal não estão a esfregar as maõs de contentes?
Cumprimentos a ambos,

 
Às 28/03/05, 20:32 , Blogger j disse...

Duas notas para clarificar o que escrevi, porque não quero ser mal interpretado.
Em primeiro lugar, sei bem quem é e o que quer VPV. Não estou certo que ele defenda uma "mudança" de regime. Se bem que muitos o afirmem, eu acho que há, por parte dessas pessoas, um mau uso da palavra "regime", porque, na mior parte dos casos, o que preconizam é uma alteração do sistema, em alguns aspectos.
Já agora, e para que não restem qualquer laivo de dúvida, sempre direi que, se o seu objectivo for esse, o de minar o regime democrático, ter-me-á, seguramente, do outro lado da barricada, onde, aliás, me orgulho de já ter estado...
Em segundo lugar, e a propósito do prof. António Borges, eu nunca poderia tê-lo apelidado de ignorante, porque não o é. O que afirmei e, agora, reafirmo é que, da sua iluminada cabeça e da de outros que lhe não ficam atrás em ciência e poder, ainda não vi sair uma única ideia concretizável, de imediato ou a prazo, que nos mostre uma luz ao fundo do túnel.
O que não quer dizer que me não sobre esperança...
(jcm)

 
Às 29/03/05, 01:28 , Blogger gelsenkirchen disse...

Caro jcm,
estou esclarecido, no entanto sempre lhe "recomendo" que fique atento ás próximas prosas debitadas pelo jvp, pq estou convencido q se trata mesmo de uma mudança de REGIME o q ele preconiza e aí logicamente estaremos pelo menos os dois do outro lado da barricada.
Quanto ao Prof. Borges,- e note que eu nem sequer me insurjo contra o texto de jvp por causa dele, ele só o usa como tipo - mas acho q se deve dar o beneficio da dúvida a uma personalidade do seu gabarito.
Bem sei q quem chamou ignorante ao homem foi o Pedro, mas o meu comentário era dirigido aos dois comentários...
Quan

 
Às 29/03/05, 01:28 , Blogger gelsenkirchen disse...

Caro jcm,
estou esclarecido, no entanto sempre lhe "recomendo" que fique atento ás próximas prosas debitadas pelo jvp, pq estou convencido q se trata mesmo de uma mudança de REGIME o q ele preconiza e aí logicamente estaremos pelo menos os dois do outro lado da barricada.
Quanto ao Prof. Borges,- e note que eu nem sequer me insurjo contra o texto de jvp por causa dele, ele só o usa como tipo - mas acho q se deve dar o beneficio da dúvida a uma personalidade do seu gabarito.
Bem sei q quem chamou ignorante ao homem foi o Pedro, mas o meu comentário era dirigido aos dois comentários...
Quan

 

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