Paraquedismo
“Se ele (António Borges) quer de facto, e jurou que sim, "discutir ideias", tem de arranjar primeiro meia dúzia delas. (…) Não se consegue imaginar indigência mental mais devastadora e lúgubre. Mas com certeza o PSD vai gostar”.
O artigo de Vasco Pulido Valente no Público tem ainda afirmações como esta:
“Cavaco inaugurou a estirpe dos políticos que não conheciam Portugal: a história, a sociedade, a cultura.”
A não perder.
8 Comentários:
Não posso estar mais em desacordo com este texto de VPV e aliás calculo que ele próprio daqui a uma semana também esteja já em desacordo com o que ora escreveu.
Na impossibilidade de saber a que horas escreveu VPV o artigo, o q faz toda a diferença, sempre remeto para a leitura das crónicas do mesmo autor intituladas: O busto de Napoleão; Influência e Poder; O Mistério de Cavaco; Drama Cavaquiano e Um "Marcellismo" aflito, onde entre outras coisas se percebe nitidamente o asco q VPV sente por toda a casta de economistas e principalmente a ideia q tem sobre os economistas na politica, quase como se eles fossem os pais de todos os males.
Este artigo castigador de VPV , visa pessoas,nomeadamente Borges ,que não vivem da política.
Visa um académico de excelência, um gestor/economista de renome mundial, que não precisa da política para existir.
Que existe e é , independentemente dos partidos e da política.
É desta gente que indiscutivelmente, não só o PSD, mas todos os partidos precisam.
E eu que leio muitas vezes VPV e muitas vezes subscrevo, ainda que por vezes só nas conclusões, os seus pontos de vista, apetece-me após a leitura desta sua diatribe perguntar: como levar a sério alguém que diz ser uma baboseira, falar-se da integridade na política e no espirito de serviço público?
Esqueci-me de dizer que o artigo mostra tb à saciedade que VPV mantém intacto o seu ódio persecutório e visceral pelo Prof.Cavaco, o que reforça a ideia de q o artigo em análise esta fortemente inquinado da tal imparcialidade de que o JFM tanto gosta de invocar como cartilha de quem escreve.
Abraço
Patrick, o teu comentário não tem propósito. A crónica de VPV acerta na mouche. Nada vou acrescentar porque está lá tudo (até já discutimos isto com uns camarões à volta, se bem me lembro). Estes ufanos "empresários" e economistas ignorantes são versões pobrezinhas de Cavaco Silva, sem ideias nem cultura.
Além disso, têm a indecência de atirar constantemente à cara dos que os ouvem que não precisam da política, como se nos estivessem a fazer um favor ao presentearem-nos com as suas banalidades, ou, pior, como se isso fosse uma virtude por si só.
A propósito do teu primeiro comentário (restos da "campanha dos colos" na qual participaste?) lembrei-me de uma história que se passou com Churchill. Uma senhora teve a indelicadeza de salientar ao famoso político o seu estado de embriaguez. Este respondeu: "Sim, estou bêbado. E a senhora é feia. Mas amanhã eu estarei sóbrio." Uma bebedeira cura-se melhor do que a falta de ideias.
Belíssima réplica de PFM, coroada com o saboroso episódio churchiliano...
Corroboro inteiramente, caro PFM.
Porque dessas cabeças iluminadas, que tanto têm feito... (por quê e por quem?!?!), parece nada sobrar em ideias, em propostas concretas e em soluções eficazes para resolver os problemas concretos deste país.
Ou será que o liberalismo desenfreado é a solução? Será que a "mão invisível", que superintende sobre tudo, tudo resolverá? Ainda haverá quem acredite que a "liberalização" das leis do trabalho, o fim do "Estado" serão as soluções milagrosas?
Infelizmente para esta gente, os problemas sociais não se resolvem com contas de somar ou subtrair, nem com "devaneios" de deve e haver contabilísticos!
Mas, enfim! Demos-lhes o benefício da dúvida: venham de lá as ideias que, por mim, prometo estudá-las até à exaustão...
(jcm)
Outro dia VPV escreveu um artigo que referi no meu blogue, em q dizia q o q o país precisava era de um novo REGIME.
Na altura fiquei na dúvida se ele teria pretendido dizer SISTEMA e inadvertidamente teria escrito REGIME.
Agora, meus caros, não tenho dúvidas q ele queria mesmo escrever REGIME.
qual REGIME? qUAL mudança? mudança para quê?
eu sei as respostas e vocês caros pfm e jcm, julgo q tb sabem.
é isso q preconizam? é essa viragem q querem?
é q não perceber q o texto dado à estampa pelo VPV é um puro exercício que visa minar os aliçerces democráticos, com o devido respeito, é fazer uma leitura oblíqua do artigo.
VPV há muito q pretende desacreditar os partidos e os políticos.
por muito q custe n há regime democrático sem partidos e portanto temos q viver com eles.
Se os partidos conseguirem atrair gente independente, séria, com crédito, disposta ao tal serviço público, a democracia segue no bom caminho;
se os partidos continuarem a apostar no cacique e no carreirismo a democracia segue no mau caminho.
Parece-me que isto é pacifico.
Não concordo com o artigo do vpv, não por ser anti-borges, mas por ser um artigo q atenta os aliçerces da democracia - no seguimento de outros - e pq a ter correspondência prática no terreno faria com q os partidos cada vez mais se fechassem dentro de si e cada vez menos se abrissem aos independentes vencedores na sociedade civil e latu sensu á própria sociedade civil.
Quanto ás ideias, ouvi á tempos uma entrevista do Prof. Borges, -que como sabem e ao contrário do q dizem na v/ réplica não é um economista ignorante - á sic notícias em que nos brindou com uma série de propostas, com especial incidência na area economica - q achei muito relevantes.
A política tem mesmo q atrair a boa moeda e expulsar a má.
Já agora uma questão: não concordam os caros comentadores q a política económica do actual governo "socialista" é um hino ao liberalismo?
Acham q os mestres da cartilha liberal não estão a esfregar as maõs de contentes?
Cumprimentos a ambos,
Duas notas para clarificar o que escrevi, porque não quero ser mal interpretado.
Em primeiro lugar, sei bem quem é e o que quer VPV. Não estou certo que ele defenda uma "mudança" de regime. Se bem que muitos o afirmem, eu acho que há, por parte dessas pessoas, um mau uso da palavra "regime", porque, na mior parte dos casos, o que preconizam é uma alteração do sistema, em alguns aspectos.
Já agora, e para que não restem qualquer laivo de dúvida, sempre direi que, se o seu objectivo for esse, o de minar o regime democrático, ter-me-á, seguramente, do outro lado da barricada, onde, aliás, me orgulho de já ter estado...
Em segundo lugar, e a propósito do prof. António Borges, eu nunca poderia tê-lo apelidado de ignorante, porque não o é. O que afirmei e, agora, reafirmo é que, da sua iluminada cabeça e da de outros que lhe não ficam atrás em ciência e poder, ainda não vi sair uma única ideia concretizável, de imediato ou a prazo, que nos mostre uma luz ao fundo do túnel.
O que não quer dizer que me não sobre esperança...
(jcm)
Caro jcm,
estou esclarecido, no entanto sempre lhe "recomendo" que fique atento ás próximas prosas debitadas pelo jvp, pq estou convencido q se trata mesmo de uma mudança de REGIME o q ele preconiza e aí logicamente estaremos pelo menos os dois do outro lado da barricada.
Quanto ao Prof. Borges,- e note que eu nem sequer me insurjo contra o texto de jvp por causa dele, ele só o usa como tipo - mas acho q se deve dar o beneficio da dúvida a uma personalidade do seu gabarito.
Bem sei q quem chamou ignorante ao homem foi o Pedro, mas o meu comentário era dirigido aos dois comentários...
Quan
Caro jcm,
estou esclarecido, no entanto sempre lhe "recomendo" que fique atento ás próximas prosas debitadas pelo jvp, pq estou convencido q se trata mesmo de uma mudança de REGIME o q ele preconiza e aí logicamente estaremos pelo menos os dois do outro lado da barricada.
Quanto ao Prof. Borges,- e note que eu nem sequer me insurjo contra o texto de jvp por causa dele, ele só o usa como tipo - mas acho q se deve dar o beneficio da dúvida a uma personalidade do seu gabarito.
Bem sei q quem chamou ignorante ao homem foi o Pedro, mas o meu comentário era dirigido aos dois comentários...
Quan
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