segunda-feira, abril 04, 2005

Os buracos do ensino

Governo quer acabar com os “furos” entre aulas

As promessas de reformas mirabolantes nunca se concretizam e nos últimos trinta anos há muitos exemplos disso. O mais importante é escolher a direcção certa e avançar, ainda que seja devagar.

No ensino há medidas simples que não custam dinheiro e podem melhorar o aproveitamento – e a educação – dos nossos jovens.

Quem não os viu já a deambular pelos cantos dos recreios, a fazer tempo, a experimentar a primeira passa, sem que ninguém dos que ganham a vida nas escolas se preocupe com eles. Se lhes perguntarem, responderão que não lhes compete, e deitarão as culpas para o governo, apesar de reclamarem autonomias.

Como é que pode haver furos no ensino? Bastará um pouco de organização – e vontade, já agora, – para acabar com a bagunça.

Não acredito que isto vá lá sem doer, mas algum dia tem de sobrar para alguém. Doutra forma, continuaremos a ouvir falar dos concursos dos professores e ninguém liga aos alunos.

1 Comentários:

Às 05/04/05, 01:06 , Blogger gelsenkirchen disse...

De facto as reformas não têm que ser mirabolantes, há é que começar pela base, devagar, como diz, se for necessário.
Esta simples medida pode contribuir para a melhoria desejada, é positiva, mas a seguir desta são necessárias dezenas de outras, que paulatinamente vão contribuindo para a melhoria do funcionamento das escolas.
Concordo consigo, há tantas pequenas coisas que se podem fazer nas escolas e q ajudavam tanto.
é preciso querer e vontade, o dinheiro em muitas situações, não é, de facto, importante.
Outro ponto que acho fulcral, mas q parece q todos temos medo de falar nele, tem a ver com a necessidade imperiosa e urgente de devolver a autoridade aos professores.
Que acha?
Abraço

 

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