segunda-feira, março 18, 2013

O chumbo


Marcelo Rebelo de Sousa chumbou Vítor Gaspar, mas poupou o governo. Não se percebe porquê.
O responsável pela política é o primeiro-ministro, que sempre se colou ao fundamentalismo de Gaspar e fez dele a segunda figura do governo, subalternizando o parceiro de coligação. E não foi só ele: Até há pouco tempo, o que se ouvia dos lados da direita, com destaque para os comentadores, é que Portugal tinha muita sorte em ter Gaspar como ministro das finanças...
Agora que já não é possível esconder as orelhas de burro do Gaspar, a estratégia do PSD para se manter no poder passa por sacrificá-lo aos seus interesses,  remodelando o governo. Alguns, como Alberto João Jardim, remodelariam o próprio primeiro-ministro, mantendo a actual maioria. Marcelo parece não chegar a tanto, mas, ao aconselhar Cavaco Silva a convocar o Conselho de Estado, vem dar no mesmo. Ele sabe que o actual Presidente da Republica tudo fará para manter esta maioria no poder... 
O chumbo do professor nao é um chumbo, é uma passagem administrativa.
Sem Relvas, este primeiro ministro não existe. Sem Gaspar também não.


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