quarta-feira, dezembro 17, 2014

Joia ou pechisbeque?

Angola era considerada a “joia da coroa” entre as antigas colónias portuguesas e, mesmo após a independência, o “sonho angolano” continuou no imaginário de muitos portugueses. Alguns, empresas e particulares, têm mesmo enterrado ali as suas economias. Os bancos não foram excepção.
- O Banco Espírito Santo desfez-se muito por causa da exposição a Angola através do BESA.
- O BPI vai ter de reforçar os rácios de capital pela exposição que tem sobre o estado angolano através do BFA (Banco de Fomento Angola).
- Embora em menor escala, o BCP também não escapa ao risco angolano, cuja economia ameaça entrar em recessão, devido à baixa do preço do petróleo.
- Quanto à Caixa Geral de Depósitos e ao Santander Totta, que  têm uma operação conjunta em Angola, nada se sabe ainda, mas seria um milagre saírem incólumes.

Se a moeda russa está a desvalorizar para níveis de bancarrota, por não suportar a baixa do preço do petróleo, como é que a economia angolana vai resistir à drástica diminuição da sua principal fonte de divisas?

As joias brilham, mas às vezes é só reflexo…

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