sábado, janeiro 03, 2015

Os indícios do ódio


Desde que criou o ”Observador, José Manuel Fernandes tem disputado ao Sol e ao Correio da Manhã o cetro da imprensa radical da direita. O ódio a José Sócrates é o denominador comum desta imprensa marginal que alimenta uma alienação populista e fascizante que nunca se “entendeu” com o 25 de Abril.
Como não podia deixar de ser, naqueles pasquins ninguém acredita na inocência de José Sócrates. O que esta gente não percebe, ou não lhes dá jeito perceber, é que a inocência é o “estado natural” de quem é acusado, enquanto não for julgado e condenado… Não é uma questão de crença.

Se JMF e os seus pares não estão dispostos a esperar pelo julgamento, e nem sequer pela acusação de José Sócrates, é porque a sua crença tem pés de barro, como tinha a crença na inventona das escutas de Belém, em que acreditou sem pestanejar e deu corda até "dar com os burrinhos na água", quando dirigia o Público.

Atacar um preso preventivo, que se defende por se julgar injustiçado, é um ato ignóbil e mesquinho. Os indícios que Fernandes vê em todo o lado para justificar a sua crença, não provam nada. São sintomas do ódio que há muito o cegou.

1 Comentários:

Às 04/01/15, 21:28 , Anonymous ibmartins disse...

À parte a falta de qualidade das pessoas citadas, uma das coisas que me intriga (inquieta?) é a completa ausência de meios de comunicação alinhados ou próximos de outras forças políticas que não as de sempre.

Já quando o Observador saiu eu esperava, pelo menos na internet, por um jornal que oferecesse algum contraditório, saiu mais do mesmo... com a vantagem de pelo menos assumir claramente qual o seu alinhamento político.

Não haverá empresários de comunicação "de esquerda?" não terão os jornalistas "de esquerda" capacidade para se organizarem num jornal online?

Realmente não percebo. Mas estou certa de que a presença de versões contraditórias elevaria a qualidade em geral (mesmo a destes citados) quanto mais não seja porque fariam um maior esforço de investigação ou de não publicação de ideias sem fundamento já a contar com um contraditório que agora não existe.

 

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