quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Raivinhas e ranger de dentes

Não me refiro ao mau perder do PSD, cujo líder tirou do baú a farda social-democrata a tresandar a  naftalina e montou  um espectáculo de vaudeville para continuar a vender a banha da cobra que quase matou os portugueses. Apesar da lábia, os espectadores não vão na conversa para boi dormir e deixam-no falar para as paredes.

Também não me refiro ao CDS, cujo irrevogável líder se escapuliu pela porta dos fundos quando lhe tiraram o pote, deixando o partido entregue à vaquinha do presépio, que não tem tetas para tanto mamão e vai fazendo olhos melados ao PSD enquanto aguarda que o PS se liberte do feitiço lançado por Catarina Martins...

As criticas destes partidos ao orçamento de 2016 são meros ressentimentos pela perda do pote.   

A minha atenção  vai para os comentadores que durante mais de quatro anos bajularam a coligação PSD/CDS e se comportam como vuívas da defunta PaF.  Ainda atordoados pelo safanão   com que António Costa esfrangalhou a cassete da TINA (There is no alternative) que os formatava, recusam a aceitar a realidade e agarram-se a qualquer indício  que possa fragilizar o governo de esquerda  avolumando-o com uma salgalhada de mentiras, especulações  e palpites, que seria ridículo se não fosse perigoso para o país, como foi a campanha de mentiras a que deram cobertura durante o governo Passos/Portas. 

Não importa que o orçamento preveja o aumento das pensões e do rendimento das famílias e, simultaneamente, a diminuição dos respectivos impostos. Para estes vendilhões de mentiras a austeridade mantém-se, porque aumenta o imposto sobre o tabaco e sobre os combustíveis...


1 Comentários:

Às 25/02/16, 08:24 , Blogger Célia disse...

Carpideiras, agentes prestadores de serviços.

Saudações

 

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