segunda-feira, fevereiro 15, 2016

"A máfia laboral" tem cor política...

Como é possível termos chegado até aqui? O processo não começou agora, mas acelerou-se vertiginosamente nos últimos anos. A ideia de fundo é simples: “dar trabalho” a alguém é um favor, ter um emprego não é um direito, mas um privilégio. Para fazer vingar esta ideologia foi preciso impor a precariedade como regra (falsos recibos verdes, falsas bolsas, trabalho temporário, subcontratação, aniquilação da contratação coletiva), reinventar modalidades de trabalho forçado (como os contratos de emprego inserção), generalizar os estágios como o único enquadramento para os jovens e desproteger os desempregados, para submete-los a todo o tipo de pressão e de chantagem. O resultado está à vista. O salário médio dos novos empregos ronda o salário mínimo. Um em cada dez trabalhadores é pobre, mesmo tendo emprego. 150 mil trabalhadores ganham menos que 300 euros. O país foi transformado num offshore laboral.

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