quinta-feira, abril 14, 2016

A noite dos generais

O filme, de que Peter O'Toole é a estrela e cujo titulo roubei para este escrito, narra as aventuras secretas de generais nazis com prostitutas que, depois das sevícias, acabavam por matá-las.

Felizmente em Portugal não somos tão drásticos. 
Porém, basta que  o respectivo ministro peça explicações sobre eventuais discriminações de índole sexual praticadas num colégio do estado, isto é, pago pelos contribuintes,  para o general responsável se demitir sem dar explicações e a tropa ficar em pé de guerra.

O 25 de Abril não foi feito por generais, mas apesar dos generais... 
E continua a ser assim.

3 Comentários:

Às 14/04/16, 09:15 , Anonymous Anónimo disse...

mas o general não disse que era por motivos pessoais? se fossem outros os motivos a coragem associada aos militares possibilitaria a explicitação, que pelos vistos a "restante tropa" sabe, de outros motivos.

 
Às 14/04/16, 10:58 , Blogger Jaime Santos disse...

O sub-diretor do CM disse, de forma pública e notória, que a direção do CM não só não combate a discriminação com base na orientação sexual dentro da instituição (discriminação que é ilegal aos olhos da CRP), como aparentemente incentiva os Pais dos alunos vítimas de discriminação a retirá-los do colégio. Ou seja, ativamente participa nessa discriminação, o que é ainda pior. O Ministro da Defesa afirmou publicamente meramente o óbvio, julgo que nem sequer pediu em público a cabeça dos responsáveis, o que podia perfeitamente ter feito, já que aparentemente violam a Lei, a ser verdade o que foi dito. E o que faz a tropa, incluindo a 'Brigada do Reumático' instalada na Associação 25 de Abril? Diz que a Lei só se aplica se concordarmos com ela...

 
Às 14/04/16, 12:15 , Blogger J. Cosme disse...

Como se esses senhores estivessem acima da lei e se permitissem opinar acerca daquilo que não sabem ou não querem saber.
Os srs. generais já tiveram tempo de aprender que, em democracia, o poder político deve estar acima de qualquer outro poder ou poderzinho. E não é por saberem manipular armas e, eventualmente, saberem muito acerca de táticas e estratégias militares que lhes confere algum direito que o comum dos cidadãos não tem.
Até podemos ter algum respeito pelo esforço que fazem pela Pátria. Mas quem o não terá feito em todos estes anos?!
E não podemos esquecer que, no que respeita às "nossas" próprias guerras, os srs. generais não ganharam nenhuma...
Comedimento, meus srs, é o mínimo que nós, os cidadãos não militares lhes pedimos.
Se querem ter o nosso respeito, respeitem os políticos que nós escolhemos e a quem eles devem todo o respeito.

PS.
Devo fazer uma declaração de interesses: é que eu, pessoalmente, só tenho razões de queixa desses meus concidadãos generais e que, embora diferentes uns dos outros, nunca vi nenhum condenar aqueles que tão afincadamente defenderam o fascismo confundindo-o com "o superior interesse da Pátria.

 

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