quarta-feira, maio 09, 2018

Gente normal, ou nem por isso...

A chuva de março e abril não permitiu que houvesse até agora grandes incêndios florestais.

Será um problema cultural, tal como o encobrimento dos vizinhos.. 

3 Comentários:

Às 09/05/18, 10:02 , Anonymous Anónimo disse...

Caro F Marques,

Uma das soluções mais eficazes no combate aos fogos de verão, são os fogos de inverno. O nosso mundo rural sabia disso .Mas o mundo rural morreu. Sobraram meia dúzia de personagens etnográficas que aguardam a chegada da morte firmes nos seus postos. São atraiçoados pela memória dos tempos em que tinham forças e contexto para gerir o território como sempre fizeram. Podiam aproveitar-lhes o saber antigo e coadjuvá-los no que pretendem fazer. Mas como lhes falta "equipamento básico" (a saber: " fatos e luvas " ) os putos fardados que andam por aí a passear o cu pelas serras em potentes todo-o-terreno, preferem prender os velhos. A acção alimenta tablóides e disfarça bem a ineficácia de tudo o resto. O que é pena é que tb deite fumo para os olhos de espiritos criticos - como o seu.
Cump.

MRocha

 
Às 09/05/18, 15:08 , Blogger José Ferreira Marques disse...

Obrigado pelo seu comentário, MRocha.
A desertificação do interior e o envelhecimento da população rural são dois fenómenos naturais. Nos anos de 1950 viviam na minha aldeia, 2000 pessoas, hoje não chegam a 300.
Nesse tempo não havia gas nem electricidade, nem água canalizada nem saneamento básico.
Era o mato que aquecia as lareiras e estava tão rebuscado que não era fácil de encontrar. Os campos eram todos cultivados. Os incêndios eram raros e circunscritos.
A emigração e a guerra colonial mudaram radicalmente o mundo rural.
O 25 de abril levou o gás, a eletricidade, a água e o saneamento básico, mas não levou as pessoas que entretanto tinham abandonado o mundo rural, definitivamente.
Ser saudosista não é pecado, mas a história não anda para trás.


Não sei se "os putos fardados que andam por aí a passear o cu pelas serras em potentes todo-o-terreno, preferem prender os velhos", como afirma, mas não quero crer. Poderão ter defeitos, como todos, mas quando prendem alguém que atéia fogos merecem o meu respeito.
Cumprimentos

 
Às 09/05/18, 18:29 , Anonymous Anónimo disse...

F Marques,

Certo. A história não anda para trás. Resta saber como faze-la avançar fazendo de conta que a única coisa que mudou foi o aumento dos "incendiários" . Como bem refere, nos idos de 50 , por muitos fogo posto que houvesse, ele não tinha lenha por onde arder. Hoje, não é preciso ser incendiário para provocar uma calamidade. Basta a velhota descuidar-se com o fogareiro á porta de casa ou a EDP marimbar-se para limpar os percursos das linhas de baixa ( problema mais grave que os incenciários como causa de focos primários, mas de que, curiosamente, ninguém fala ).

Quanto aos tais putos, lamento mas não tenho motivos para lhes granjear o respeito que v lhes dedica. Não gosto da performance que desenvolvem nas serranias que habito. Ao ponto de dizer que fazem parte do problema, muito mais do que da solução. E se um dia quiser que justifique a asserção, disponha.

Saudações.

MRocha

 

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