Guerra civil
Sou simpatizante do Sporting clube de Portugal. Nunca fui sócio e nunca assisti a um jogo de futebol no actual estádio de Alvalade.
O meu sportinguismo é uma emoção distante, consequência de um cromo do Albano que vinha no rebuçado que comprei ao ir para a escola.
Se bem que nunca tenha visto jogar o Albano, nem qualquer outro dos cinco violinos, a simpatia ficou e a crise que atingiu o clube, na sequência do acto de terrorismo ocorrido nas instalações da Academia de Alcochete, não me é indiferente, embora, não sendo sócio, pouco mais possa fazer do que manifestar a minha indignação perante a incapacidade dos órgãos sociais do clube em responder àquela situação.
Não sei se o presidente do conselho directivo esteve conluiado com os cabecilhas da emboscada de Alcochete, como parece transparecer do despacho do juiz do tribunal do Barreiro que decidiu a prisão preventiva para os supostos líderes organizadores do ataque.
Porém, todas as suas intervenções posteriores foram no sentido de culpabilizar as vítimas - jogadores e equipa técnica -, desculpando implicitamente os agressores. Bastaria o facto, inquestionável, de que o ataque foi preparado e perpetrado por elementos próximos de instituições apoiadas pelo clube (Juve Leo) para o presidente pôr o lugar a disposição.
Bruno de Carvalho não percebeu nada disso e, ao tentar manter-se a qualquer custo no cargo, desencadeou uma guerra civil a que só a sua demissão pode pôr fim.
Ontem já era tarde.
Em tempo: está provado que as tropelias de Bruno de Carvalho não lhe grangeiam amigos.
E, no entanto, os jogos de sombras de quem lidera a oposição indiciam o temor de que o actual presidente se recandidate. Porque será?...
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