domingo, janeiro 28, 2018

Formação, deformação...


Leio e pasmo, porque se é esta a desculpa para o não atendimento adequado da queixa da mulher que foi morta à paulada pelo marido, trinta e sete dias, repito, trinta e sete dias depois de alertar que o marido ameaçava matá-la se se queixasse, algo está podre neste reino.
Se somos incapazes de proteger às vítimas que se queixam, dificilmente faremos justiça às que não chegam a queixar-se.

2 Comentários:

Às 28/01/18, 16:09 , Blogger J. Cosme disse...

Há muito, muito tempo que todos sabemos que a justiça está podre, neste país.
Exemplos? Daqueles que deixam qualquer cidadão estarrecido? São imensos. Qualquer um de nós terá, certamente, exemplos deste enorme falhanço do 25 de Abril.
O que fazer? Talvez aquilo que, nessa altura, deveria ter sido feito. Isto é, baralhar e dar de novo. Há muita gente nesse reino que devia ser útil a fazer qualquer outra coisa...

 
Às 29/01/18, 03:45 , Blogger Ésse Gê (sectário-geral) disse...

Antes um daqueles sistemas em que o promotor-mor é o próprio ministro da justiça, como nos USA, por exemplo. Assim haveria legitimidade democrática e controle parlamentar das actividades do MP, deixando de andar em roda livre.
Mas ao menos que a PGR tivesse que apresentar um relatório anual de actividades a ser debatido na AR, como acontece com o Provedor de Justiça.

 

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